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FIEMA 09/03/2017 - 17:23hs

Economia e Política são temas de Diálogo da Rede Sindical da Indústria

De acordo com dados da CNI perspectivas são de retomada do crescimento, ainda tímida, em 2017

Da Redação

Veruska Oliveira-COCEV FIEMA
Imagem ampliada Presidente da FIEMA, Edilson Baldez falou da importância do empresário saber sobre o cenário politico e economico que afeta diretamente a atividade industrial

SÃO LUÍS - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) realizaram na tarde da última terça-feira, 7/3, no auditório Cássio Reis, na Casa da Indústria, a primeira edição do Diálogo da Rede Sindical, que reuniu o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, o superintendente da FIEMA, Albertino Leal, os diretores da entidade e presidentes e representantes de 13 sindicatos patronais ligados à Federação.

A ação que aconteceu via videoconferência contou com a participação do diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Coelho Fernandes, da gerente executiva de Desenvolvimento Associativo da CNI, Camilla Cavalcanti, do gerente executivo de Politica Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco e do sócio diretor da CAC Consultoria Política, Luciano Dias, que de Brasília, abordaram os possíveis cenários político e econômico do Brasil para toda a rede sindical.

A gerente executiva de Desenvolvimento Associativo da CNI, Camilla Cavalcanti, enfatizou o trabalho da Rede Sindical da Indústria. “A rede foi criada para intensificar o alinhamento, a mobilização em temas de interesse comum e a troca de informações entre as entidades que compõem o Sistema de Representação da Indústria - sindicatos, federações e CNI. A Rede conta atualmente com a participação ativa de 26 federações e de cerca de 600 líderes e executivos sindicais de 15 setores industriais”, destacou a gerente.

O presidente da FIEMA, Edilson Baldez abriu os trabalhos e ressaltou a importância da reunião que informa os presidentes de sindicatos sobre os cenários atuais. “Nós aprovamos essa iniciativa da CNI de promover esse dialogo com os empresários para atualizar sobre o que acontece na politica e na economia do país”.

Durante a reunião, o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco falou dos cenários e perspectivas para a economia brasileira e o setor industrial. “Olhando para frente, a confiança empresarial encontra-se em recuperação. Apesar de ainda ser lenta, a correção do desequilíbrio fiscal, o volume de exportações está em leve alta e a inflação encontra-se em desaceleração, assim como o câmbio volátil e o déficit em transações correntes que se aproxima do zero”, destacou o representante da CNI ao ressaltar que o desequilíbrio fiscal é a principal questão a ser equacionada, principalmente com o controle de gastos públicos.

De acordo com os dados da CNI, a queda na produção foi sentida em 2016 em todos os setores da indústria com variações que chegam a -26%, por exemplo, no setor de fumo. Apesar disso, a perspectiva da indústria para 2017 é de inicio da retomada de crescimento já que o PIB deverá subir 0,5%, o investimento subirá 2,3%, a indústria terá um crescimento de 1,3%, o consumo aumentará 0,2%, a inflação terminará 2017 em 5%, a taxa de desemprego poderá ficar em 12%, e o saldo comercial será positivo em US$ 44 bi.

“A agenda de 2017 da CNI implica no avanço simultâneo das medidas que melhorem o ambiente de negócios e a competitividade, com foco na governança da competitividade e na agilidade das agendas fiscal e microeconômica e na consolidação da correção do desequilíbrio fiscal para a recuperação da confiança e dos investimentos”, destaca o gerente da CNI.

O sócio diretor da CAC Consultoria Política, Luciano Dias, deu prosseguimento à videoconferência abordando as questões relacionadas ao cenário politico e ressaltou a constituição da maioria do governo no Congresso Nacional que já aprovou reformas importantes como PEC 240, de controle de gastos públicos, a lei 13.303, do melhor governança das empresas estatais, a politica de privatizações e concessões e a integração comercial internacional, dentre outras. Temas atuais como a Lava Jato e a geografia do voto e as eleições de 2018 também foram discutidos.       

O último palestrante da ação foi o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Coelho Fernandes, que fez um balanço sobre as oportunidades para atuação do Sistema de Representação da Indústria e reforçou o papel da defesa de interesses da CNI e das federações em lutar pela mudança no sistema tributário brasileiro, em especial nos tributos sobre circulação de bens e serviços, entre eles ICMS, PIS-Cofins. “É essencial para a criação de um sistema mais racional, transparente e com redução das obrigações burocráticas. Para isso, é indispensável uma reforma tributária que reduza o número de tributos e simplifique sua cobrança. As mudanças, contudo, não podem elevar a carga tributária em hipótese alguma”.

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