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Comitiva do Sistema FIEMA visita indústrias de telhas e tijolos em Timon-MA


Data: 5 de dezembro de 2018
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Veruska Oliveira - COCEV FIEMA

TIMON-MA – Duas indústrias de cerâmica instaladas no Maranhão - a Barro Forte e a Cerâmica Livramento - foram visitadas por uma comitiva de conselheiros, gestores e técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA) e do Serviço Social da Indústria (SESI-MA), no município de Timon, distante 428 km da capital maranhense. A produção de telhas, tijolos e lajotas para o setor da construção civil é comercializada dentro do Maranhão, atendendo, principalmente, o mercado interno. Liderado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez das Neves, o grupo conheceu as plantas industriais, além das tecnologias aplicadas ao processo de produção. Participaram da visita Ana Rute Mendonça, Leonor Carvalho, Luís Lima, Joanas Alves, Celso Gonçalo, Francisco Sales Alencar, além do empresário Edivan Amâncio, o diretor regional do SENAI e superintendente do SESI e do IEL, Marco Moura, o superintendente da FIEMA, Albertino Leal, assim como o gerente da unidade do SESI SENAI Caxias, Adilson Reis, entre outros técnicos e gestores das entidades.

 

Em tempos de Indústria 4.0, o grupo conheceu a indústria cerâmica Livramento, instalada há 40 anos no município de Timon. A indústria acabou de passar por uma expansão que automatizou os processos produtivos da telha prensada, tornando a empresa mais competitiva e com entrega mais rápida. A proprietária e diretora administrativa, Maria de Nazaré Cortez, que está à frente da cerâmica junto com o marido, o empresário João Martins Cortez, proprietário e diretor técnico, contou à comitiva do Sistema FIEMA que, no ano passado, foi inaugurado o projeto de robotização da indústria, iniciado em 2014, em parceria a empresa grega Sabo.

 

“Hoje temos três robôs que movimentam toda a carga da indústria. Esse robô aqui, por exemplo, está pegando as telhas nas grades, que vieram do secador, e colocando em uma esteira para o pessoal pegar. Aí, você imagina que, com uma altura dessas de grade, de 4 metros, não tinha como fazer isso manualmente. Nas indústrias que não são automatizadas, essas grades ficam na altura máxima de 2 metros”, explicou. O trabalho que antes era realizado por trabalhadores, hoje é feito com mais rapidez pelos robôs, mas isso não exclui a mão de obra humana, frisou. “Hoje temos uma mão de obra mais qualificada e especializada”.

 

Segundo a empresária, somente na área ampliada da indústria, a produção é de 27 mil peças por dia de telha prensada, mas a cerâmica está trabalhando com apenas 1/3 da capacidade, podendo aumentar a produção para até 70 mil/dia, quando o mercado voltar a aquecer e a demanda aumentar. Na planta antiga, a Livramento ainda produz diariamente 70 mil tijolos.

 

Para o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, é muito importante ver a evolução do setor cerâmico no Maranhão e o desenvolvimento que uma indústria desse porte traz para a região. “Além da geração de emprego e renda, e a possibilidade de atração de novos investimentos, essa indústria é um campo de conhecimento para os alunos, por exemplo, do SENAI, que queiram saber mais sobre a indústria 4.0 e a integração de novas tecnologias ao processo produtivo”, afirmou.

 

PIONEIRISMO – Fazendo parte da história do município, a indústria cerâmica Barro Forte, há três décadas instalada no estado, em Timon, foi uma das pioneiras na produção da telha prensada no Maranhão. Também visitada pela comitiva da FIEMA, a Barro Forte produz dois modelos de telha: a do tipo canal e colonial, na quantidade de 60 milheiros de telha por dia e, depois que a fábrica foi ampliada, passou a produzir a telha dupla, do tipo portuguesa e romana, cerca de 30 milheiros por dia.

 

A comitiva do Sistema FIEMA foi recebida pelo dono da cerâmica, Antônio Carlos Fortes, que mostrou a fábrica aos visitantes, o processo de produção das telhas e compartilhou das demandas e dos enfrentamentos que o setor cerâmico tem vivido na região, especialmente em razão da crise. “É um grande prazer estar junto do SESI, SENAI, IEL e da FIEMA. Ficamos muito agradecidos por essa visita, que é mais uma forma de conhecerem as indústrias de Timon e se inteirarem do que existe, e da problemática que nós estamos passando, para que, a qualquer momento, possamos acionar as entidades para uma conversa a respeito de alguma coisa a mais que a empresa precise”.

 

ESTUDO – Historicamente o setor cerâmico ficou conhecido por significar a atividade de produção de artefatos a partir de argilas. Depois de submetida a uma secagem lenta para retirar a maior parte da água, à sombra, a peça moldada é submetida a altas temperaturas que lhe atribuem rigidez e resistência mediante a fusão de certos componentes da massa, fixando os esmaltes das superfícies. A cerâmica pode ser uma atividade artística, em que são produzidos artefatos com valor estético, ou uma atividade industrial, através da qual são produzidos artefatos com valor utilitário.

 

Atualmente, o setor industrial da cerâmica apresenta grande variedade de produtos e processos produtivos, verificando-se a convivência de diferentes tipos de estabelecimentos, com características distintas quanto aos níveis de produção, qualidade dos produtos, índices de produtividade e grau de mecanização.

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