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Baldez fala sobre Avança Maranhão em entrevista exclusiva ao O Imparcial


Data: 14 de setembro de 2020
Crédito: Patrícia Cunha O IMPARCIAL
Fotos: COCEV FIEMA
Fonte da notícia:O IMPARCIAL

O efeito devastador causado pela pandemia de Covid-19 afetou a vida dos seres humanos e o sistema global.

Com isso, saúde, vida social, educação, economia, trabalho e renda, tudo foi afetado. União, estados e municípios trabalham para mitigar esses efeitos e de alguma forma, enquanto dura a pandemia, amenizar as consequências negativas que o vírus trouxe para todo mundo.

No Maranhão, no que concerne à parte econômica, as principais entidades empresariais maranhenses: Associação Comercial do Maranhão (ACM), Federação da Agricultura (Faema), Federação do Comércio de Bens, Serviços (Fecomércio), Federação das Indústrias (Fiema) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MA) lançaram, no mês passado, o Programa Avança Maranhão – Plano de Retomada das Atividades Econômicas.

Já em atividade, segundo o presidente da Fiema, Edilson Baldez, o programa contempla um conjunto amplo de ações para reconstrução da economia local, fortemente impactada pelos efeitos da crise do coronavírus. “É um esforço conjunto das entidades já citadas que representam o sistema produtivo no estado, para recolocar a atividade de produção e circulação da produção numa trajetória positiva”, disse o presidente.

O Plano contempla 74 ações focadas em seis eixos (apoio às empresas, tecnologia e inovação, emprego e renda, apoio emergencial: agenda urgente, educação profissional e comunicação). Essas ações representam um aporte de quase R$ 30 milhões, entre investimento próprio e recursos captados junto a parceiros. São Luís e demais municípios, onde as entidades participantes possuem unidades ou escritórios, são os territórios abrangidos pela iniciativa.

Desde 2008 presidindo a Fiema, o empresário Edilson Baldez está no terceiro mandato (2017 a 2021). Em entrevista a O Imparcial, ele destaca a expectativa da chegada da vacina de prevenção à Covid-19 e a consequente recuperação da economia e retomada produtiva em grande escala.

O Imparcial - O Programa Avança Maranhão foi lançado no mês passado. O que já está sendo colocado em prática?


Edilson Baldez - Quase todas as ações programadas pelo Avança Maranhão já estão sendo executadas, conforme o cronograma inicialmente traçado e os resultados têm sido excelentes, tanto para as empresas, quanto para os trabalhadores beneficiados. Este plano inovador e pioneiro no país, elaborado pela Fiema, Faema, ACM, Fecomércio e Sebrae/MA, vai atingir perto de 4.400 empresas e cerca de 152 mil trabalhadores em todo o território maranhense. É bom lembrar que cada entidade participante tem as suas próprias estratégias, mas que estão unidas no mesmo propósito.

OI - Qual a situação da indústria hoje no Maranhão, em termos gerais emprego, renda, economia?


EB -Os estragos provocados pela pandemia são muito grandes e a recuperação infelizmente não se faz instantaneamente, principalmente nas circunstâncias em que a atividade produtiva ficou paralisada. Por isso, a estratégia do programa está colocada em termos de mitigar os impactos econômicos causados pela pandemia. O Maranhão, assim como o Brasil e até mesmo a grande maioria dos países, está iniciando um processo de recuperação, que inclui a retomada das atividades com um ambiente seguro, em termos sanitários, e confiável quanto às perspectivas para o futuro. Felizmente, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria já registra uma pontuação na faixa inicial do otimismo (51,8 pontos, numa escala de zero a 100), depois das quedas acentuadas de abril e maio. O emprego também reage positivamente e, nesse particular, não se pode deixar de reconhecer a importância dos pagamentos do Auxílio Emergencial que mantiveram aquecidos os mercados para vários produtos industriais, notadamente os considerados essenciais. Isto ajudou a amortecer a queda do emprego e da renda.

OI – Foi necessário, em um momento como esse, que essas instituições se unissem para articular essa retomada. Qual a previsão para que essa ajuda chegue aos pequenos negócios?

EB - O programa Avança Maranhão é um esforço conjunto das entidades já cita- das que representam o sistema produtivo no estado, para recolocar a atividade de produção e circulação da produção numa trajetória positiva. Ele foi concebido para atender, em primeira ordem, as micro e pequenas empresas, exatamente aquelas mais impactadas pela pandemia. Elas já estão sendo atendidas, no caso da Sistema Fiema, com as ações que estão sendo executadas pelo SENAI, pela SESI, IEL e pela própria Federação. São elas nossa prioridade imediata.

OI - Como o recurso de quase R$ 30milhões serão aplicados?


EB - Esses recursos serão aplicados diretamente pelas entidades, mediante a execução de ações estruturadas em seis eixos temáticos: Apoio às Empresas; Tecnologia e Inovação; Emprego e Renda; Apoio Emergencial – Agenda Urgente; Educação Profissional e Comunicação Eficiente. Ressalte-se, aqui, o papel importante que os sindicatos setoriais vêm exercendo na execução das ações do plano, indicando empresas e suas necessidades, disponibilizando seus em- pregados como beneficiários nas ações de saúde e de qualificação, por exemplo. Todas as ações, no caso da Fiema são acompanhadas por um diretor do Sistema e de dirigentes dos sindicatos contemplados.

OI - Qual a importância do relacionamento da indústria com o poder público para a recuperação social e econômica do estado?


EB - Nós sempre defendemos a interação do poder público com o setor privado, não somente com a indústria, porque, nem o governo, nem as empresas, sozinhos têm condições de realizar todas as iniciativas que não necessárias ao desenvolvimento econômico e social, principalmente em um esta- do como o nosso, cheio de carências. Essa é uma premissa que defendemos e continua- remos a defender porque é o caminho mais curto e mais produtivo para todos.

OI - Qual o fator primordial para o crescimento da indústria maranhense na atual conjuntura?


EB - Recuperar a confiança produtiva, ter um ambiente de negócios confiável e um ambiente sanitário seguro, em que as empresas não sintam a ameaças do afasta- mento dos seus trabalhadores e o merca- do continue fazendo a renda circular e, as- sim, impulsionando novos investimentos. Para isso, é fundamental que os governos estadual e municipal, em nosso caso particular, reforcem suas compras de bens e serviços juntos às empresas fornecedoras locais, possibilitando maior internalização de renda e expansão do emprego. É tempo de se juntarem as forças.

OI - Desde que está à frente da Fiema, já tinha visto uma crise como essa? O que esperar dos próximos anos, em se tratando de Maranhão?

EB - Esta crise é ímpar na nossa história, tanto pela grandeza do seu impacto sobre um território sem limites geográficos, quanto por envolver numa mesma bolha danos à saúde e à economia, com uma velocidade típica do mundo digital. Eu não es- pero, simplesmente, eu tenho certeza que logo sairemos dessa crise, com a chegada da vacina que proporcionará a retomada produtiva em grande escala.

OI - Quais são as prioridades e os desafios da indústria, perante o atual momento?

EB -A prioridade é sair da crise, eliminar as dificuldades, superando os obstáculos de infraestrutura ainda existentes, e traçar um novo rumo para nosso desenvolvimento. Precisamos aumentar a competitividade de nossa indústria, expandir seus negócios para o mercado internacional e atrair no- vos investimentos para segmentos estratégicos, dinâmicos e de grandes impactos em cadeia. É preciso entrar, com vontade, no mundo da indústria 4.0 e de novas tecnologias. O Maranhão precisa tornar-se uma força econômica na indústria aeroespacial, aproveitando as vantagens competitivas do Centro Espacial de Alcântara, das fontes alternativas de energia e outros atrativos do estado. Isto, a gente sabe, demanda um trabalho de longo curso, mas que não pode ficar parado, esperando.

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