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Em São Luís, FIEMA apresenta ao ministro Marcos Pontes contribuições da iniciativa privada para o Centro Espacial de Alcântara


Data: 5 de fevereiro de 2021
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Divulgação/FIEMA
Fonte da notícia:Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA

SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), por meio do seu grupo de trabalho “Pensar o Maranhão” e das principais entidades maranhenses, repassou ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o astronauta Marcos Pontes, nesta sexta-feira, em São Luís, as primeiras contribuições da iniciativa privada para o Programa de Desenvolvimento Integrado do Centro Espacial de Alcântara (PDI-CEA), para que sejam avaliadas e incorporadas aos estudos preliminares do programa, indicando o comprometimento dos setores empresariais maranhenses com o projeto.

A apresentação da FIEMA ocorreu durante a 5ª Reunião Ordinária da Comissão de Desenvolvimento Integrado para o CEA (CDI-CEA), realizada em São Luís, na sede da FIEMA, com a participação do ministro e comitiva do MCTI, dos membros do Grupo de Trabalho da FIEMA, “Pensar o Maranhão”, presencialmente, e dos membros do CDI-CEA virtualmente. Participaram do evento o anfitrião, Edilson Baldez das Neves, presidente da FIEMA, o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, o prefeito de Alcântara, Padre William e o deputado federal, Aluísio Mendes, representando os parlamentares, além de autoridades, representantes de entidades empresariais e poder público.

Na reunião, foi deliberada pelo ministro a formação de grupos técnicos a fim de colaborar na construção do programa, para cada um dos eixos, coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), com a participação de várias entidades locais. “Esse grupo técnico será liderado e encabeçado pela FIEMA, trazendo todas as instituições locais, incluindo os municípios, também, universidades, de forma a se alinhar, utilizando o trabalho que já foi feito, mas se alinhar dentro do plano integrado como um todo”.

O ministro ainda sinalizou a condução de seminários virtuais para empresas de diversos setores, de forma a começar a atrair investimentos privados, atrair empresas a participarem do projeto. “Também foram apresentados os andamentos em relação à questão de mobilidade, de portos, de um lado e de outro, e também dos trabalhos na pista lá de Alcântara. E foi colocado como um destaque, a necessidade de acelerar a parte de educação, a formação de pessoal local, desde a educação básica, mas agora o foco principal é a formação técnica e de gestores, para empresas locais”. O ministro ainda ressaltou que o esforço será para utilizar mão de obra local nesse trabalho de infraestrutura, e o que estiver relacionado à construção civil.

A proposta do PDI-CEA é nortear a viabilização do centro espacial e os caminhos para atingir essa meta, via projetos e ações direcionadas ao desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura da região.

“O Grupo de Trabalho da FIEMA “Pensar o Maranhão”, coordenado pelo diretor desta Federação Luiz Fernando Renner, tem seu olhar focado para desenvolver estratégias que possam inserir o nosso estado neste novo cenário econômico, dinamizando a nossa economia e gerando emprego e renda. Uma de suas abordagens é para o importante projeto aeroespacial brasileiro, que se consolidará em nosso território, na cidade de Alcântara”, destacou o presidente da FIEMA, Edilson Baldez.

Essas contribuições do empresariado e governos estadual e municipais (de São Luís e Alcântara), foram apresentadas ao ministro Marcos Pontes, com destaque ao item Plano Socioeconômico, um dos eixos estratégicos definidos pelo CDI-CEA no programa. As proposições inseridas pelo empresariado no PDI-CEA contemplam desde ações de capacitação técnica e qualificação profissional até o desenvolvimento da cadeia de serviços locais. Abrange ainda a necessidade de elaboração de um estudo específico quanto às características da comunidade alcantarense e da economia do município, tendo em vista sua incorporação à cadeia de valores do CEA.

“O objetivo é de enriquecer esse projeto para que o Maranhão e a cidade de Alcântara possam integrar-se ao seleto grupo de países com indústria aeroespacial. Será um plano de governo e não uma ação isolada. Esse segmento industrial é um pilar importante para qualquer país pelas suas próprias características, como altos salários, atividade fortemente intensiva em tecnologia e com forte propulsão de crescimento. O Centro Espacial de Alcântara será grande vetor de desenvolvimento regional e nacional”, destacou Baldez.

De acordo com o coordenador do GT da FIEMA “Pensar o Maranhão”, Luiz Fernando Renner, as contribuições expostas representam um primeiro passo no processo de incorporação do Maranhão na construção do PDI-CEA. Representam uma condensação de sugestão de inúmeras entidades. Outras deverão ser dadas para aprofundamento de informações e aproximação de interesses, tanto em relação ao setor público, quanto ao privado e às comunidades locais.

Contribuíram para o programa as entidades empresariais Associação Comercial do Maranhão (ACM-MA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (FAEMA/SENAR), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (SEBRAE-MA) e Sistema FIEMA (Federação, SESI, SENAI e IEL) e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

PELA CIÊNCIA – Na oportunidade, por solicitação do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, entregou ao ministro Marcos Pontes, na sede da FIEMA, um documento referente ao veto à proibição da alocação orçamentária dos valores provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), relacionado ao Projeto de Lei Complementar do Senado No.135, de 2020. O documento ressalta que os vetos atingiram o cerne das proposições para a retomada dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no país: a demanda pelo fim dos contingenciamentos de recursos do fundo. Aponta que o FNDCT representa a maior e mais importante fonte de apoio à CT&I no Brasil. Os recursos são utilizados para apoiar manutenção e aprimoramento da infraestrutura científica, a realização de pesquisa e a inovação nas empresas brasileiras.

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