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Energia solar - Vantagens e oportunidades discutidas em encontro virtual da FIEMA


Data: 8 de março de 2021
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Divulgação/FIEMA
Fonte da notícia:Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA

SÃO LUÍS – Empresários maranhenses conheceram as oportunidades e desafios do setor de energia fotovoltaica no Brasil e no Maranhão. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), a primeira edição do projeto de encontros virtuais sobre sustentabilidade e negócios - FIEMA em SÉRIE, lançado este ano pela entidade, trouxe para o debate o tema Energias Renováveis.

“O objetivo desse projeto é discutir temas relevantes para a indústria, reunindo especialistas em áreas de interesse do setor produtivo, aproximando projetos nacionais e internacionais dos empresários maranhenses, a fim de gerar oportunidades e competitividade para os empreendimentos locais”, afirmou o superintendente da federação maranhense, César Miranda, que mediou o encontro virtual da FIEMA. “Entendemos que as empresas precisam ter acesso a esse conhecimento, que pode trazer economia para suas atividades. Acredito que a questão da energia solar é uma oportunidade tanto para quem quer investir na produção de energia como para aquelas empresas que precisam utilizar uma energia mais barata”, complementou.

A primeira edição do FIEMA em SÉRIE teve como convidados a palestrante Marília Rabassa, coordenadora do Grupo de Trabalho de Financiamento da Agência Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica (Absolar), e o gerente geral de Agência do Banco do Nordeste, Diógenes Caetano, que abordaram formas de redução de custos e de energia elétrica por meio da energia solar, processos de instalação e linhas de crédito para implantação nas indústrias. Destacaram, ainda, a importância da diversificação da matriz elétrica brasileira, que ainda é muito dependente da fonte hídrica, limitada em razão das hidrelétricas e da própria natureza (vazão, chuvas, etc.).

MARANHÃO – Pelas informações da Absolar, o Estado do Maranhão encontra-se na 19ª posição no ranking estadual do Brasil, com algo em torno de 50,6 MW de energia solar fotovoltaica instalada. Um dos aspectos que podem funcionar para atrair mais investimentos, segundo a Agência, é que os estados tenham uma legislação e uma tributação favorável para expandir os investimentos na área de energia solar fotovoltaica.

Existe um convênio, chamado de Convênio ICMS nº 16/2015, criado para dar isenção de impostos para empresas que investirem na instalação de sistemas fotovoltaicos, ao qual todos os estados brasileiros aderiram. Porém, o convênio encontra-se desatualizado frente à regulamentação da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, que alterou, em 2015, os tipos de projetos que teriam isenção completa. “Alguns estados têm tomado a inciativa de ajustar a legislação local, estadual, para que ela dê isenção completa ao setor de energia solar fotovoltaica, como é o caso de Minas Gerais, que já fez isso há alguns anos”, esclareceu Marília Rabassa. Seria uma opção para o Maranhão tornar o setor mais competitivo.

GERAÇÃO DE ENERGIA – Atualmente, a participação da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira é de 1,7%, o equivalente a 3 GW de capacidade instalada no país, mas a expectativa é que essa porcentagem seja ampliada nos próximos anos e, em uma projeção até

2050, ultrapasse a geração de energia eólica e a hídrica. “Esse é um setor que não só está crescendo, como está trazendo benefícios importantes para o Brasil, principalmente quando falamos de geração de energia renovável”, explicou Marília Rabassa, que também é gerente associada da CELA (Clean Energy Lan America).

Segundo a coordenadora da Absolar, desde que começou a se desenvolver no Brasil, em 2012, o setor gerou mais de R$ 39,8 bilhões em novos investimentos; mais de 7,7 GW operacionais instalados; evitando mais de 1,1 milhão de toneladas de CO2. Também proporcionou a criação de mais de 233 mil novos empregos no país, no acumulado, e rendeu mais de R$ 11,6 bilhões em arrecadação de impostos ao poder público. “O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo. Um sistema solar fotovoltaico no Brasil produz, em média, o dobro de energia elétrica que o mesmo sistema instalado na Alemanha ou no Reino Unido”, explicou a especialista.

Entre os benefícios na esfera socioeconômica, a energia solar fotovoltaica é a mais barata no Brasil hoje. Além disso, atrai novos investimentos privados, gera empregos e desenvolve uma nova cadeia produtiva no país. No aspecto ambiental, é uma fonte de energia limpa, não emite gases, líquidos ou sólidos durante a operação, não gera ruídos, não possui partes móveis e tem baixa manutenção.

CRÉDITO – Ainda no FIEMA em SÉRIE, o gerente geral da Agência do Banco do Nordeste, Diógenes Caetano, apresentou as linhas de crédito disponíveis para investimentos no setor de energia solar, tanto para pessoa jurídica, comércio e indústria, como para pessoa física.

Uma das linhas oferecidas pela instituição financeira, no mercado há aproximadamente 7 anos, é a FNE Sol. “O FNE é nosso fundo constitucional, que financia essa modalidade de investimento”, disse o gerente. A FNE SOL é a linha de financiamento de geração de energia por fontes renováveis, nas modalidades de geração centralizada, micro e mini geração distribuída (para autoconsumo e locação), bem como sistemas off grid. Atende diversos públicos, desde empresas privadas industriais, agroindustriais, comerciais e de prestação de serviços, assim como produtores rurais e pessoa física (residências).

Pela linha, podem ser financiados itens como componentes dos de geração de energia elétrica fotovoltaica, eólica, de biomassa ou pequenas centrais hidroelétricas (PCH), bem como sua instalação. O banco oferece prazo de pagamento de 12 meses, já incluída carência de até 6 meses para pessoa jurídica, e financia até 100% do valor total do investimento.

O vídeo da primeira edição do FIEMA em SÉRIE está disponível no YouTube, com o título: Energias Renováveis - FIEMA em SÉRIE.

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