São Luís - Depois de dois meses de alta, a produção industrial maranhense voltou a oscilar. De acordo com a Sondagem Industrial do Maranhão, pesquisa realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o volume de produção em maio foi 12,2 pontos menor do que o registrado em abril, e ficou em 46,2 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100, onde resultados menores que 50 indicam redução.
A queda na produção ocorreu em todos os portes de empresa, no entanto, a retração do indicador foi mais acentuada nas de pequeno porte. Numa análise da série histórica e considerando-se apenas o mês de maio, em anos anteriores somente em 2010 ocorreu resultado semelhante.
No Brasil o índice de 51,1 pontos recuou 1,7 pontos, mas como ficou acima dos 50 pontos, caracterizou aumento na produção. Na região Nordeste, o indicador também ficou em 51,1 pontos, porém se observou uma elevação de 1,1 pontos frente ao mês anterior. Aumento na produção nas indústrias do Brasil e Nordeste ocorreu somente nas empresas de grande porte. Nas de pequeno e médio porte houve queda na produção.
Capacidade
Apesar do indicador de produção ter voltado a oscilar para baixo, a Sondagem Industrial do Maranhão, revelou que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) voltou a crescer, o que indica que o resultado de maio poderá ser revertido. De acordo com pesquisa da Fiema, caiu 4 pontos percentuais e ficou em 69%, antes os 65% registrados em abril.
Neste quesito, a recuperação tem sido alavancada pelo desempenho das grandes e médias empresas, uma vez que a UCI para as empresas de pequeno porte permaneceu exatamente igual ao anotado em abril.
Ainda segundo a pesquisa, os estoques de produtos finais se encontram quase que estáveis, visto que seus indicadores estão muito próximos da linha divisória de 50 pontos. As pequenas empresas ficaram com 50 pontos, enquanto as empresas de médio e grande porte apresentaram 51,3 pontos. O número de empregados teve leve aumento, chegando aos 51,8 pontos, impulsionado, pelo resultado das médias e grandes indústrias.
Os indicadores projetam elevação da demanda, compra de matéria-prima e de contratação de empregados para os próximos seis meses. A expectativa das empresas de pequeno porte se aproxima do que projetam as médias e grandes indústrias quando ao assunto é demanda e compra de matéria prima, porém estão bem mais otimistas quanto às possibilidade de exportar seus produtos e a contratação de novos trabalhadores.