São Luís - Executivos da indústria Cimentos do Maranhão S.A. visitaram o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Marco Antônio Moura. Eles foram apresentar o projeto de construção de uma planta industrial em São Luís para produzir cerca de 500 mil toneladas por ano, para entrar em operação em julho de 2014.
De acordo com o projeto apresentado pelo grupo, a empresa já tem a Licença de Instalação (LI), já adquiriu terreno no Distrito Industrial da capital e espera apenas licença da prefeitura de São Luís para começar a obra de construção da fábrica.
A nova planta para produção de cimento faz parte do plano de negócios de uma empresa formada pela associação entre a construtora Queiroz Galvão e o grupo pernambucano Cornélio Brennand, que prevê a construção da planta em São Luís e outra na Bahia, com capacidade de produzir 2 milhões de toneladas anuais.
Hoje, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), o Maranhão consome cerca de 1,5 milhão de toneladas de cimento e produz cerca de 780 mil toneladas pelas três cimenteiras em operação no estado. A diferença entre produção e consumo de cimento demonstra que há espaço para a nova empresa e que o estado ainda suportaria novos empreendimentos do tipo.
Qualificação
O grupo de executivos foi apresentado ao portfólio de produtos e serviços oferecidos pelo Senai em formação e qualificação de mão de obra, em Serviços Técnicos e Tecnológicos (consultoria e ensaios laboratoriais). “Estamos abertos para apoiar o empreendimento”, disse Moura aos executivos.
A coordenadora de RH da empresa, Nívia Correa, disse que o Senai tem o conhecimento necessário para dar suporte a instalação da cimenteira na capital. “Onde chegamos, sempre vamos buscar apoio do Senai e do Serviço Social da Indústria (Sesi) que tem a expertise necessária para atender as nossas necessidades”, afirmou a executiva.
Segundo ela, a principal necessidade do empreendimento será formação de mão de obra para a construção da planta e operação da fábrica de cimento, cuja a geração de vagas deverá chegar a 2 mil empregos no pico da obra. “Queremos formar pessoas aqui para operar a planta”, afirmou Nívea Correa.
Estiveram também na reunião, o coordenador de educação profissional do Senai, Raimundo Arruda; a coordenadora de Serviços Técnicos e Tecnológicos do Senai, Sherarazad Bastos; o gerente industrial da cimenteira, Júlio Moura, o coordenador de manutenção, Márcio França, e a coordenadora administrativa financeira, Walkiria Pinto.