São Luís – Anualmente, cerca de R$ 38 bilhões em produtos são adquiridos por maranhenses em outros estados. São produtos tecnologicamente mais complexos, como computadores e smartfones, passado pelos mais simples, como vassouras, e por produtos alimentícios, como batatas e cebolas.
O levantamento feito pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc) foi apresentado pelo superintendente de comércio e serviços do órgão estadual, Paulo Henrique de Abreu, aos diretores da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
“O estudo subsidia o programa Made In Maranhão que visa incentivar as empresas maranhenses a produzir os produtos que consumimos aqui mesmo e inseri-los no mercado interno”, comentou Abreu.
Segundo o estudo apresentado pelo superintendente, em 2010, as importações interestaduais consumiram R$ 30,43 bilhões. No ano seguinte, o volume aumentou para R$ 37,42 bilhões e em 2012, chegou aos R$ 38,39 bilhões.
Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves, os números apresentados pelos técnicos da Sedinc mostram que há grandes oportunidades para os empresários maranhenses no mercado interno.
“Não podemos desanimar. O que precisamos fazer é encontrar os meios para incentivar nossos empresários a investir na substituição destas importações. A Fiema dialoga com o poder público na busca por soluções. Já conseguimos alguns avanços, como é o caso da desoneração dos laticínios que tem incentivado este segmento industrial a ponto de já termos indústrias que foram premiadas pela qualidade de seus produtos”, afirmou.
Made In Maranhão
Segundo Abreu, o governo estadual tem desenvolvido um programa para valorizar os produtos produzidos no estado. Trata-se do “Made In Maranhão”, que reúne produtores maranhenses e empresas compradoras.
“Uma das principais ferramentas é a rodada de negócios, onde reunimos as empresas maranhenses que produzem e empresas interessadas em adquirir produtos e serviços”, explicou superintendente da Sedinc.
Ele afirmou que já foram organizadas rodadas com o grupo Mateus com concretização de negócios com 75% dos participantes. “Estamos organizando novas rodadas com os Supermercados Carone, com a Amasp (Associação Maranhense dos Supermercadistas) e com a mineradora Vale”, afirmou.