São Luís - Depois de nove meses com indicadores em queda, a Sondagem Indústria da Construção Civil do Maranhão voltou apresentar resultados que indicam que o segmento pode ter encontrado o ponto e equilíbrio. O indicador de junho ficou em 50 pontos, o que indica estabilidade na produção das empresas que atuam na construção civil.
A pesquisa, que é realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) junto aos empresários do setor, o índice que mede o nível de atividade da Construção Civil subiu, me junho, 8,2 pontos em relação ao resultado de maio e chegou aos 50 pontos, o que indica estabilidade.
O resultado para o Maranhão é melhor do que o registrado para o Nordeste e para o Brasil, que ficaram em 46,4 pontos e 44,5 pontos, respectivamente, o que caracteriza queda se comparado ao mês passado.
A estabilização do indicador de atividade do segmento se refletiu em outros indicadores da pesquisa. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) apresentou resultado idêntico ao mesmo mês do ano passado: 60%.
O nível de atividade com relação ao usual (41,9 pontos) e o número de empregados (46,9 pontos) também tiveram elevação significante, crescendo, respectivamente, 9,3 pontos e 8,8 pontos. Apesar dos números, os indicadores dessas variáveis ficaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos.
A melhora no cenário da construção civil foi puxado pelas pequenas empresas do setor, que tiveram melhor desempenho em relação a maio de 2014, e apenas um indicador - a atividade em relação ao usual, que chegou a 47,7 pontos – ficou abaixo da linha mediana de 50 pontos.
A ligeira melhora no cenário estadual em junho, apontada pela pesquisa da Fiema, justifica a retomada do otimismo entre os empresários do segmento para os próximos seis meses. Os indicadores que medem a expectativa dos empresários em relação a contratação de mão de obra, nível de atividade, compra de matérias primas e aparecimento de novos empreendimentos tiveram melhores resultados do que os anotados no mesmo período do ano passado e no mês de maio de 2014.
O destaque ficou por conta da expectativa para a contratação de empregados cujo indicador subiu 5 pontos em relação ao levantamento de maio e chegou aos 59,4 pontos em junho.
TRIMESTRE
Os resultados do segundo trimestre mostraram que houve melhora nos indicadores, porém, não o suficiente para trazer os indicadores para cima da linha dos 50 pontos. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção Civil do Maranhão, a margem de lucro operacional das empresas do segmento elevou-se em 5,7 pontos, muito embora este indicador tenha ficado em 41,3 pontos, indicando retração.
Para este indicador, tanto para o cenário Nordeste quanto para o cenário Brasil há queda, com os resultados marcando 45,4 pontos e 41,4 pontos, respectivamente, mostrando que o mercado local seguiu as tendências destes dois cenários.
Quanto a situação financeira das empresas, o indicador ficou em 42,5 pontos, resultado que é 2,3 pontos maior do que no primeiro trimestre de 2014. Para os cenários Nordeste e Brasil também e registrou queda no período, quando o levantamento marcou 48,8 pontos e 45,1 pontos, respectivamente.
A pesquisa da Fiema também apontou que a elevada carga tributária encabeça a lista dos maiores problemas citados pelos empresários maranhenses. Segundo a Sondagem, 28,6% dos empresários respondentes citam este como principal problema para seus negócios.
Também foram citados como maiores problemas enfrentados pela indústria da construção civil no segundo trimestre de 2014, a falta de demanda, falta de trabalhador qualificado e alto custo da mão de obra.