Brasília - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou na manhã desta quinta-feira (6) o Perfil da Indústria nos Estados. O lançamento do estudo aconteceu durante o Encontro Nacional da Indústria 2014 (Enai 2014).
O levantamento mostra que o a indústria brasileira está se desconcentrando desde o início do século XXI e que o Produto Interno Bruto (PIB) Industrial do Maranhão chegou a R$ 8,2 bilhões em 2011, o que corresponde o 4º maior PIB Industrial do Nordeste e o 17º do Brasil.
Ainda de acordo com o estudo da CNI, cerca de 110 mil trabalhadores maranhenses são empregados na indústria maranhense, o que corresponde a 0,9% da força de trabalho da indústria brasileira e que o setor recolheu R$ 780 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado, o que responde a 16,5% da arrecadação estadual com este imposto.
“Este estudo mostra a importância do setor para economia maranhense e ainda há muito espaço para crescimento, até porque este estudo leva em conta dados do PIB de 2011, que ainda não considera o impacto da entrada em operação de novos segmentos como papel e celulose e geração de energia eólica”, comentou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez das Neves.
DESCONCENTRAÇÃO
Uma das transformações reveladas pelo Perfil da Indústria nos Estados é que a indústria brasileira está se descentralizando. Um dos dados que permitiu aos técnicos da CNI chegar a esta conclusão é a queda da participação de São Paulo no PIB Industrial Brasileiro.
Segundo o estudo, entre 2001 e 2011, São Paulo perdeu 7,7 pontos percentuais de participação no PIB industrial. Por outro lado, a participação dos estados localizados no Centro-Oeste, Norte e Nordeste tem aumentado.
Os dados mostram que, nos últimos dez anos, tem havido aumento da industrialização fora de São Paulo. A desconcentração industrial é positiva porque leva desenvolvimento para outros estados do país. Mais indústrias significam mais empregos de maior qualidade, salários mais elevados e distribuição de renda", comentou o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.
Um dos bons exemplos deste fenômeno é o Maranhão. O PIB Industrial do estado tem se expandido na última década e, segundo o estudo, tem crescido a uma razão de 0,2 ponto percentual entre 2001 e 2011. Além disso, a indústria de produtos alimentícios foi o segmento industrial que mais ganhou participação, saltando de 9,1% em 2007 para 16% em 2011.
Ao somar os números da indústria de alimentos, com o da indústria metalúrgica, que representa 33% do setor, e com os da extração de minerais metálicos, que tem 11,7% de participação, é possível perceber que juntos estes segmentos representam 60,7% da indústria maranhense.
Para conferir mais sobnre a participação da Fiema no Enai 2014 Clique aqui.((excluir))