São Luís – O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez das Neves, recebeu nesta quarta-feira, 14, na sede da entidade, o cônsul-geral da República Popular da China em Recife, Wang Xian. Ele veio ao Maranhão para conhecer as potencialidades econômicas do estado e prospectar acordos de cooperação no setor industrial entre Maranhão e China.
“O Nordeste tem se desenvolvido muito mais que o restante do país, e a China está atenta a essa região. Sabemos que o Maranhão é uma grande potencialidade, tem zona fértil e estou confiante que, no futuro, poderemos cooperar e firmar parcerias em vários setores desse estado”, afirmou o cônsul.
Para receber a comitiva chinesa, integrada ainda pelo cônsul-geral adjunto Zhang Xiangyan e pela vice-cônsul Zhang Re, técnicos da Fiema prepararam uma apresentação que reuniu informações dos investimentos existentes no Maranhão, sua distribuição setorial e potencialidades de cada área no estado. A explanação foi feita pelo economista e coordenador Técnico-Executivo da Fiema, José Henrique Polary.
O cônsul-geral se mostrou impressionado com o crescimento do Maranhão, em ritmo superior ao do Nordeste e do Brasil, e, especialmente, pelo salto do Produto Interno Bruto (PIB), que atualmente é de R$ 52,820 bilhões (IBGE, 2012), assim como a participação do setor da indústria e do comércio na economia.
A comitiva chinesa também se interessou pelo avanço do agronegócio no estado, especialmente da soja, e com o tamanho do litoral do Maranhão, pelo potencial que representa para a atividade pesqueira.
“Temos interesse em importar mais produtos agrícolas aqui do Maranhão e também peixe, que são produtos muito consumidos por nós chineses. Outro interesse nosso é cooperar quanto a energia solar e eólica”, revelou Wang Xian.
Na via Maranhão-China, o presidente Edilson Baldez reiterou que o Maranhão tem um amplo leque de oportunidades de negócio ainda a ser explorado, em diversas áreas industriais e tecnológicas, e disse que a Casa da Indústria Albano Franco, sede da entidade, está de portas abertas para as empresas chinesas.
“Fizemos a exposição dos investimentos que já temos implantados no Maranhão, indicamos onde eles estão distribuídos e
apresentamos nossas vantagens competitivas aos representantes da China, país que é dono da segunda economia do mundo, com a qual temos o maior interesse em estreitar relações”, disse o presidente Edilson Baldez.
Atualmente, o Brasil é o maior parceiro comercial da China, somando, em 2014, US$ 40,6 bilhões em exportações para o país asiático e US$ 37,3 bi em importações. O Maranhão também teve sua participação nesse montante, exportando o equivalente a US$ 602 milhões para a China, e importando mais de US$ 70 milhões em produtos. Entre eles, o Maranhão exportou soja, pastas de madeira, óxido e dióxido de alumínio, até algodão e couro e peles de bovinos. Entre os importados, adubos e fertilizantes, máquinas e peças lideram a lista dos mais de 220 itens da pauta.
Segundo o cônsul, a apresentação foi muito proveitosa para este primeiro momento no estado. “Essa é uma visita para conhecimento das condições econômicas do Maranhão, das potencialidades de desenvolvimento e sabemos que a Federação das Indústrias é muito importante para a economia de cada estado, por isso estamos aqui, para conhecer e, no futuro, firmar cooperações”, frisou.
Participaram da reunião na Fiema o gerente de Controladoria da Alumar, Rafael Martins Athia, o gerente de Relações Institucionais da Vale, Dorgival Pereira, o superintendente da Fiema, Albertino Leal, o presidente do Conselho Temático das Micro e Pequenas Empresas da Fiema, Celso Gonçalo, o presidente do Conselho Temático de Política Econômica e Legislativa da Fiema, Cláudio Azevedo, o empresário do ramo de lacticínios e delegado suplente da Fiema na CNI, Alexandre Ataíde, o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Luís (Sindipan) e diretor da Fiema, Pedro Robson Holanda e o diretor da Fiema, Francisco Carvalho, além de técnicos e gestores da entidade empresarial.