São Luís – A Sondagem Industrial divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) revelou que o volume de produção do setor industrial maranhense apresentou nova queda no mês de dezembro de 2014. Segundo a pesquisa, o indicador da produção recuou para 43,6 pontos, assinalando redução em comparação com os meses anteriores. A pesquisa foi realizada entre 5 e 15 de janeiro de 2015.
O resultado foi motivado pela queda da produção das médias e grandes empresas, que tiveram um decréscimo de 6,9 pontos em seu índice, marcando 40,9. Na contramão, as pequenas empresas se recuperaram, alcançando 49 pontos e caracterizando estabilidade da produção.
Em relação ao Brasil, a pesquisa apontou forte queda da produção no país, cuja marcação ficou abaixo do patamar dos 40 pontos, chegando a 38,3 pontos. Seguindo a tendência brasileira, a produção nordestina se retraiu marcando 44 pontos.
O estudo elaborado pela Fiema também sondou os empresários quanto ao acesso ao crédito e registrou que o índice reduziu consideravelmente para os empresários maranhenses em relação ao quarto trimestre de 2013, marcando 34,8 pontos e mostrando, dessa forma, a dificuldade quanto a esses financiamentos. Seguindo o mesmo rumo se situou o índice brasileiro, que caiu em 5,4 pontos e atingiu 36,8 pontos.
No que tange a margem de lucro operacional das indústrias no quarto trimestre de 2014, o índice foi de 41,3 pontos, sinalizando uma piora significativa na margem de lucro, que caiu 12,1 pontos, comparado com o mesmo período de 2013. A margem de lucro do empresário brasileiro também apresentou oscilação negativa ao marcar 40,6 pontos.
De acordo com a pesquisa, a situação financeira tanto das empresas maranhenses (45,5 pontos), como das brasileiras (46 pontos) também se deteriorou no último trimestre do ano passado. Os indicadores se situaram abaixo da linha divisória dos 50 pontos, caracterizando uma situação financeira ruim das empresas.
Os problemas mais citados pelos empresários industriais maranhenses, no quarto trimestre de 2014, foram a alta carga
tributária e o alto custo da matéria-prima, que marcaram 63,8 e 36,2 pontos, respectivamente. Destaque também para a elevada taxa de juros (21,3 pontos) e a falta de demanda (27,7) que também alcançaram números expressivos. No Brasil e no Nordeste o item mais recordado pelos empresários foi a elevada tributação, que marcou 61,4 e 64,1 pontos na devida ordem.
O índice que mede o estoque efetivo-planejado na indústria maranhense cresceu, ficando em 45,4 pontos. Mesmo assim, ainda demonstra queda por se situar abaixo dos 50 pontos. O número de empregados também teve forte queda no mês de dezembro, caindo 6,9 pontos em relação a novembro e marcando 41,4 pontos.
Tendo em vista as expectativas para os próximos seis meses, houve redução generalizada dos indicadores, exceto ao índice relativo à compra de matérias-primas que obteve leve crescimento. Tal situação foi em razão da queda de praticamente todos os números das médias e grandes empresas. Já as pequenas empresas assinalaram estabilidade na demanda por seus produtos, marcando 50 pontos, e redução considerável nas exportações, que caíram para 33,3 pontos.
A Sondagem Industrial do Maranhão é elaborada pela Fiema em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa sonda mensalmente indústrias dos segmentos de Alimentos, Vestuário, Couros, Derivados do petróleo, Biocombustíveis, Química, Limpeza e perfumaria, Plásticos, Minerais não metálicos, Metalurgia, Produtos de metal, Veículos automotores, Móveis, Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos.