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Logística de escoamento e infraestrutura portuária foram principais pontos debatidos em congresso


Data: 20 de maio de 2015
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos/FIEMA

SÃO LUÍS – O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e presidente do Conselho Temático de Intraestrutura da entidade, José de Ribamar Barbosa Belo, apresentou a autoridades do setor portuário, os gargalos existentes nas principais vias de acesso ao Porto do Itaqui - especialmente a BR-135, porta de entrada para o Itaqui - e que são entraves para o escoamento da produção pela via portuária. A apresentação aconteceu no I Congresso Brasileiro de Logística Portuária e Direito Marítimo, promovido pela Navigare Consultoria, em parceria com a FIEMA.

Zeca Belo deu ênfase aos principais entraves logísticos verificados nos modais rodoviário, ferroviário e aeroviário do estado e que podem se agravar com as projeções de aumento de cargas, especialmente as ligadas ao Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram).

No modal rodoviário, o vice-presidente da entidade apresentou um estudo sobre as condições de pavimentação, sinalização, além do estado geral das rodovias. “Os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT) mostram que a maior parte das rodovias maranhenses, tanto as estaduais como as federais, estão em estado ruim ou péssimo”.

Em relação à via ferroviária, Zeca Belo demostrou preocupação quanto a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a Ferrovia Transnordestina, que atualmente já utilizam mais de 90% da sua capacidade para escoar a produção. “Precisamos ampliar as ferrovias, pois se as condições atuais de infraestrutura forem mantidas, esse modal não suportará as projeções de aumento de cargas que sairão pelo Itaqui”, afirmou.

Outra perspectiva apresentada pelo empresário em relação aos modais foi a questão dos aeroportos maranhenses. “Das 32 pistas de pouso existentes no estado, 27 estão interditadas e temos apenas 2 aeroportos municipais funcionando, o de São Luís e o de Imperatriz”, ressaltou.

Zeca Belo enfatizou que discussões acerca dos modais vêm sendo trabalhadas pela Federação das Indústrias nos últimos anos e já foram, inclusive, abordadas no Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI) construído pela entidade para até 2020. 

“O PDI propõe programas e projetos para expansão e melhoria do sistema de transporte e logística no Maranhão. Entre eles, a conclusão da Ferrovia Norte-Sul, a construção do ramal ferroviário Estreito/Balsas, além dos investimentos que se fazem necessários na ampliação, recuperação e conservação da nossa malha rodoviária”, disse. Ele também citou outros estudos, como o Norte e o Nordeste Competitivo, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e que teve a contribuição da FIEMA quanto a soluções de infraestrutura do estado.

CONGRESSO – O I Congresso Brasileiro de Logística Portuária e Direito Marítimo reuniu autoridades e técnicos que

atuam no setor portuário do Maranhão e do Brasil para discutir tanto os gargalos logísticos, relativos ao escoamento e infraestrutura portuária brasileira, quanto as questões atinentes ao Novo Marco Regulatório dos Portos, instituído pela Lei 12.815/2013.

Para o promotor do evento, o diretor da empresa Navigare Consultoria, Saulo Gomes, que também é presidente da Comissão de Direito Marítimo da OAB, a proposta foi trazer as discussões sobre a área portuária para dentro da Casa da Indústria, reunindo o maior público de interesse possível para discutir os temas mais relevantes do setor.

Entre eles, foram realizados painéis sobre os desafios e soluções para o desenvolvimento portuário, a logística portuária de granéis minerais, questões relevantes da logística portuária e do direito marítimo, além do novo marco regulatório do setor.

Estiveram presentes no Congresso, o diretor da ANTAQ, Fernando Fonseca, presidente da EMAP, Ted Lago, o Capitão dos Portos do Maranhão, Marcos Tadashi,  Presidente da Associação Comercial do Maranhão, Luzia Rezende, diretor-geral da Alumar, Nilson Ferraz, o diretor-geral da Vale, Roberto Di Biase, o secretário de Estado de Agricultura, Márcio Honaiser, o diretor da Meta Participações, Fernando Fialho, o diretor do Consórcio Tegram, Luiz Cláudio Santos, entre outras autoridades.

Além da FIEMA, o Congresso também teve a parceria das empresas Alumar, Tegram, Van Oord Marine ingenuity, Eco Log International Logistic Services, Intertrade, MAM, Aço Maranhão, Meta e Harms.

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