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“Recessão no Brasil deve durar até 2018”, destaca economista e consultor da CNI no dia do empresário


Data: 26 de junho de 2015
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos/FIEMA

SÃO LUÍS - O economista, Jorge Arbache, afirmou que os desafios para a indústria brasileira são grandes e que o cenário atual é preocupante e de recessão. Apesar do panorama, o consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considerou o empresário brasileiro um herói e que sempre busca inovar. O economista que também é professor da Universidade de Brasília foi um dos palestrantes do Dia do Empresário da Indústria de São Luís, encontro promovido nesta sexta-feira (26/06) pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em parceria com a CNI e Sebrae.

Na sua apresentação, Arbache fez uma contextualização do cenário econômico internacional e brasileiro. “O Brasil está numa situação preocupante. Temos visto que o país tem perdido mercado internacional, as exportações só diminuem, enquanto as importações só aumentam de forma significativa. Ainda há muito o que fazer para que o país se posicione competitivamente. Não há dúvidas, o Brasil já está em recessão. E tudo indica que ela perdure até 2018”.

Em relação aos fatores internos, Arbache apontou que a indústria brasileira tem perdido participação no Produto Interno Bruto (PIB) para o setor de prestação de serviço. Além destas constatações, Arbache promoveu uma discussão sobre as expectativas para a indústria. “São desafios de diversas ordens, externos e internos, uns com conotação politica e outros técnicos. Ser empresário no Brasil é um grande ato de heroísmo. Os empresários da indústria se dedicam a gerar emprego, riqueza, a empreender, e a esses temos que bater palmas porque realmente são eles que no final do dia fazem esse país se mover e desenvolver”, enfatizou o economista, que já trabalhou para o Banco Mundial em Washington.

Ainda sobre os desafios, o professor defendeu a necessidade de ter produtos com maior agregação de valor e diferenciados. “Para garantir o sucesso, precisamos agir no sentido de dirimir custos, mas também desenvolver produtos e serviços que tenham algum diferencial para garantir novas oportunidades de negócio, e assim, movimentar a escala de agregação de valor de mercado”.

Para o diretor do Sindicato das Indústrias de Bebidas, Água Mineral, Refrigerantes e Aguardentes do Estado do Maranhão (Sindibebidas), Fabrizio Dualibe que participou da ação, toda iniciativa que crie um ambiente empreendedor no Maranhão é válida. “Eu respeito e admiro a postura proativa da CNI e da FIEMA de sempre buscar inovações e melhorias, independente de crise. Momentos como esse, do Dia do Empresário, trazem uma motivação para a classe se unir em um grande network e poder trabalhar saídas conjuntas para a crise”, enfatizou o industrial.

Para o presidente em exercício do Sinduscon, Edmilson de Araújo Pires, o empresário precisa ser persistente. “Passamos por um momento de crise e de dificuldade, mas a economia não vai parar e nós temos que nos preparar para esse novo desafio. Essa iniciativa da FIEMA é fundamental para os empresários, o debate é constante. Não se sai de crise sem debate, sem inteligência, sem estudos profundos e esse momento é muito rico.”

Para o vice-presidente da FIEMA, Francisco Sales de Alencar, que representou o presidente Edilson Baldez das Neves, o encontro foi um momento de integração e discussão em prol do desenvolvimento do setor industrial maranhense.

”O Dia do Empresário da Indústria não é uma data, mas uma oportunidade de mobilizar empresários industriais para a discussão de temas relevantes para o fortalecimento da indústria da região”.

Ainda foi discutido o tema “Segurança Jurídica e Terceirização”, ministrada pelo advogado trabalhista empresarial, Mestre em Direito das Relações Sociais (PUC-SP) e consultor da CNI para a área trabalhista, José Eduardo Pastore. “Hoje o que regulamenta a terceirização é o Tribunal Superior do Trabalho. Não há uma lei especifica para tratar o tema. Os 15 milhões de trabalhadores terceirizados serão beneficiados a meu ver com uma legislação, além de melhorar a questão da segurança jurídica tanto para o trabalhador terceirizado, quanto para quem contrata a empresa”.

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