São Luís - O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez das Neves, recebeu em seu gabinete na tarde da terça-feira (25) das mãos do Secretário Executivo do Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH), Márcio Campos, da superintendente do IPHAN, Kátia Bogéa e do reitor da UFMA, Natalino Salgado, o projeto final do Museu da Indústria do Maranhão.
O museu será instalado no conjunto edificado da antiga Fábrica Santa Amélia (do ramo têxtil), no Centro Histórico, numa promoção da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no prédio que está sendo restaurado e abrigará também os cursos de Turismo e Hotelaria da universidade.
O projeto de reforma e adequação da Fábrica Santa Amélia é uma parceria entre a UFMA e o IPHAN, responsável pela supervisão das obras. Nove mil metros quadrados estão sendo revitalizados, num complexo que inclui oito prédios e se tornará um importante centro de pesquisa na área do turismo e de hotelaria. A previsão de inauguração tanto da fábrica quanto do museu é em outubro deste ano.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) frisou a parceria para a criação do acervo histórico da indústria maranhense. “O Maranhão já teve uma era da indústria pujante, contribuindo muito para o desenvolvimento do país. A nossa indústria era conhecida no mundo inteiro, exportando e importando, o que queremos é resgatar essa história. Esse é um projeto lindíssimo, estamos empenhados em chamar o empresário maranhense da indústria para colaborar com isso, porque resgatar a historia é importante para o desenvolvimento do nosso Estado e da nossa Indústria”, destacou Baldez.
Para o reitor da Universidade Federal do Maranhão, é de interesse da universidade compartilhar com a FIEMA um projeto grandioso como esse. “Estamos trabalhando juntos na reconstrução da história das fábricas, nesse período industrial da historia do Maranhão. Essa parceria do IPHAN, UFMA e FIEMA traz para a sociedade maranhense um verdadeiro monumento ao passado”, frisou Natalino Salgado.
Para a superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, essa é uma nova opção de visitação turística da cidade de São Luís, que agrega valor ainda mais, a um patrimônio arquitetônico que a cidade possui. “O MA teve durante o século XIX um destaque muito grande no cenário nacional e internacional com relação à indústria têxtil. Se construiu aqui um portentoso parque fabril. O Maranhão saiu na ponta do desenvolvimento industrial e o museu vai mostrar numa dessas fábricas, a Santa Amélia, toda essa evolução do processo de industrialização do estado, desde o século XVII até o século XXI”, enfatizou Kátia, que enfatizou que a ideia é promover um roteiro novo de turismo passando por várias fábricas como a Progresso, São Luís, Martins, Cânhamo, sendo administrado pelos alunos de turismo da UFMA.
A reunião contou também com a presença das professoras do curso de turismo da UFMA, Kláutenys Guedes e Conceição Belfort e do superintendente da FIEMA, Albertino Leal.