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Cortes comprometeriam atendimento a mais de 2,7 milhões de alunos e trabalhadores do SENAI e SESI


Data: 23 de setembro de 2015
Crédito: Dircom/CNI

Robson Braga de Andrade e Renan Calheiros em coletiva de imprensaAndrade destacou que um eventual corte nos recursos afetará, sobretudo, a estrutura do SENAI e SESI nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste A proposta de cortes de 30% nos repasses ao Sistema S, em estudo no governo federal, pode comprometer o atendimento a 1,2 milhão de alunos do ensino profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e 1,5 milhão de trabalhadores pelo Serviço Social da Indústria (SESI), nos programas de educação, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida. O alerta foi feito nesta terça-feira (22), pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em visita ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O tema ainda será debatido pelo Congresso Nacional.

Durante o encontro, Andrade destacou que um eventual corte nos recursos afetará, sobretudo, a estrutura do SENAI e SESI nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, pelo fechamento de escolas e pela fim da gratuidade atualmente oferecida. Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo presidente da CNI, em que ele defendeu reformas estruturais, como a da Previdência e a administrativa, e a responsabilidade fiscal na discussão de propostas que elevam os gastos públicos:

​​SISTEMA S

“Tratamos, principalmente do SESI e do SENAI, mostrando a importância que esse sistema tem para a educação e para a qualificação profissional do país. O SENAI acaba de ser classificado como a melhor escola do mundo, como mostra o resultado da olimpíada (a WorldSkills 2015, em São Paulo), em que competimos com alunos da Coreia do Sul, China, Alemanha, e de todos os grandes países.

O SENAI hoje está transferindo tecnologias para escolas de fora do Brasil. Não podemos acabar com isso. A proposta que foi ventilada realmente vai trazer grandes sacrifícios para o SENAI e para o SESI, provavelmente com fechamento de escolas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Provavelmente, com muitos alunos deixando de ter a educação profissional que hoje lhes é oferecida e de maneira gratuita.”

​​POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DO CORTE

“O SESI e o SENAI recolhem, por ano, R$ 7,9 bilhões. Nós temos, com a gestão séria que fazemos, o suficiente para dez meses de salários e despesas para manter o sistema funcionando. Se você tira 30% dos recursos, principalmente os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste não têm como sobreviver. Isso porque o volume maior das nossas receitas está concentrado nos estados de Sul e Sudeste, que têm muito de seus recursos destinadas para cobrir as necessidades das outras regiões.

O presidente Renan conhece o sistema, entende nossas dificuldades e os problemas que nós enfrentaríamos. Ninguém quer deixar de atender 1,2 milhão de alunos e 1,5 milhão de trabalhadores, que é o que iria acontecer. Hoje estamos negociando também com a Casa Civil e o ministro Aloizio Mercadante, juntamente com o ministro Armando Monteiro (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), um entendimento que possa resolver esse assunto sem que haja prejuízos grandes para o Sistema S, mas que também ajude a União e o governo a minorar os problemas que têm de caixa.”

​​RESPONSABILIDADE FISCAL

“Falamos bastante dos vetos aos projetos que a presidente (Dilma Rousseff) devolveu ao Congresso Nacional, da importância de que esses vetos sejam mantidos. O país está passando por uma dificuldade muito grande e, independentemente do mérito de um ou outro projeto ou aumento de despesa, nós entendemos que o país não pode, de maneira alguma, aceitar qualquer tipo de aumento de custo. Estamos extremamente fragilizados.”

​​IMPOSTOS E CPMF

“Somos completamente contra o aumento de impostos. Achamos que a sociedade já paga muitos impostos e que, devido a isso, nossos produtos não são competitivos com produtos importados. Somos contra aumento, qualquer que seja ele.

Somos contra (a CPMF) porque quem paga o custo do imposto é a sociedade e entendemos que já se paga muitos impostos. Chegou a hora de o governo não, simplesmente, adotar pequenas alternativas que possam minorar o problema por pouco tempo. O governo tem que fazer reformas grandes. O Brasil, os empresários, a sociedade estão clamando por isso. Os movimentos sociais querem mudanças, e mudanças definitivas. Não apenas pequenos remendos que podem dar um pouco de recurso no caixa para atravessar alguns meses.”

​​REFORMAS ESTRUTURAIS

“Achamos que no governo, no Congresso, estamos num momento muito oportuno para fazer as reformas duras, difíceis. Talvez com sacrifícios da sociedade, das empresas e dos políticos. Mas são reformas que precisam ser feitas de maneira definitiva para o Brasil. A questão da reforma da Previdência, uma reforma administrativa séria e coerente. Reformas que possam colocar o Brasil com uma perspectiva de futuro de desenvolvimento e de crescimento condizente com o tamanho do nosso país. É preciso fazer com que a gente recupere a autoestima, mas também a capacidade de investir e gerar emprego e renda. Isso só vamos conseguir se fizermos agora as reformas que são importantes e difíceis.”

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