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Mais da metade das empresas registra queda na demanda com coronavírus


Data: 2 de abril de 2020
Crédito: Coordenação de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Agência CNI
Fonte da notícia: CNI

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nos dias 26 e 27 de março, junto a 734 empresas de pequeno, médio e grande porte mostra que a queda no faturamento é o principal impacto da pandemia do novo coronavírus, na visão de 70% dos empresários industriais consultados.

Em segundo lugar, com 49% das respostas, aparece o cancelamento de pedidos e encomendas, seguindo-se a queda da produção (33%) e a paralisação da produção (30%). Na medida em que os pedidos e encomendas são cancelados, compromete-se o faturamento futuro e, consequentemente, toda a atividade produtiva.

A pesquisa procurou verificar também os efeitos provocados sobre a logística de transporte de produtos, insumos ou matérias-primas. Para 38% das empresas pesquisadas, elas estão enfrentando muita dificuldade, 45% pouca dificuldade, e somente 17% informa ainda não ter dificuldade. Para 37% das empresas, há muita dificuldade para conseguir insumos e matérias-primas, ao que se somam outros 49% que enfrentam pouca dificuldade.

A CNI procurou verificar os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a produção. Para 23% das entrevistadas, a produção está parada por tempo determinado; 18% por tempo indeterminado e 19% relataram queda intensa de produção e 21% informam queda de produção. Há, no entanto, empresas (1%) que registram aumento intenso de produção.

Do ponto de vista financeiro, chama a atenção o fato de que 42% das empresas dizem enfrentar uma situação muito difícil para cumprir suas obrigações com pagamentos rotineiros (energia elétrica, água, salários, tributos e aluguel), às quais se somam outras 31% que relatam situação difícil. Para 3% a situação é fácil ou muito fácil.

Como uma das alternativas para enfrentar esse problema, 60% das empresas adotaram o home office para manter os empregados em atividade ou reduzir o risco de doença; 46% das empesas consultadas adotaram o afastamento de todos os empregados que apresentassem algum sintoma.

“O governo brasileiro precisa intensificar as ações de combate Covid-19 e de ajuda à população e às empresas. O uso de recursos públicos deve ser direcionado ao fortalecimento do sistema de saúde e alívio da situação financeira das empresas, com a finalidade de preservar os empregos”, recomenda o relatório do CNI.

Para Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, “é necessário estabelecer, com urgência, uma estratégia e um planejamento para se promover uma retomada responsável, segura e gradativa da atividade econômica, uma vez que os impactos já são significativos e não poderão ser suportados pela indústria por muito tempo”.

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