Professor dos EUA discute energia e investimentos no Maranhão na FIEMA
Data: 27 de março de 2026
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Fotos: Divulgação / Sistema FIEMA
Fonte da notícia: Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
SÃO LUÍS – O professor e consultor internacional Mark S. Langevin afirmou, em visita institucional à FIEMA realizada nesta quinta-feira (26), que empresas do setor energético dos Estados Unidos demonstram interesse em ampliar o diálogo com o estado, especialmente nas áreas de petróleo, gás e energias renováveis. “As empresas de energia dos Estados Unidos se interessam pelo Maranhão, mas é preciso convidá-las para pensar como aqui o estado poderia produzir petróleo e gás para exportação e criar um sistema de renováveis para o consumo doméstico”, afirmou.
Segundo ele, a estratégia de combinar exportação de hidrocarbonetos com expansão da eletrificação baseada em fontes renováveis pode ampliar a inserção energética do estado. “A gente pode eletrificar o estado enquanto produz petróleo e gás para o mundo que precisa”, disse.
Durante o encontro, Langevin também destacou que a relação entre governos e empresas, em nível estadual e federal, influencia a velocidade de processos como licenciamento e implantação de projetos, além de contribuir para a segurança institucional necessária à atração de investimentos.
A reunião contou com a participação dos vice-presidentes executivos Luiz Fernando Renner e Celso Gonçalo, que representaram o presidente da FIEMA, Edilson Baldez. Também participaram o diretor João Batista Rodrigues, o superintendente César Miranda, o coordenador de Ações Estratégicas Geraldo Carvalho e o economista do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Eduardo Campos.
Segundo Renner, que também coordena o grupo Pensar o Maranhão, da FIEMA, o debate incluiu a expectativa em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira e seus possíveis efeitos sobre a economia regional, além da necessidade de ampliar a qualificação técnica e superior da mão de obra como fator de atração de investimentos no setor. “Hoje se discute muito transição energética. Na realidade, deve-se falar em adição energética”, afirmou. Ele acrescentou que a formação profissional pode funcionar como sinalização positiva ao mercado. “No momento em que você tem mão de obra qualificada para atuar nesse segmento de petróleo e gás, você sinaliza um ambiente propício para atração de investimentos especializados.”
Celso Gonçalo destacou que a preparação da mão de obra local já integra a estratégia industrial do estado, com investimentos do SENAI na qualificação técnica e na atualização permanente da base tecnológica dos cursos oferecidos no Maranhão. Segundo ele, o objetivo é alinhar a formação profissional às demandas de setores como petróleo, gás e energias renováveis, ampliando a capacidade do estado de receber novos empreendimentos industriais.
Langevin é professor adjunto da George Mason University e consultor sênior da Horizon Engage, com atuação voltada ao setor energético internacional.