SÃO LUÍS — O Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Luís (SINDIPAN) deu mais um passo para a implantação da Central de Compras Coletivas do setor no Maranhão. No dia 1º de abril, representantes da entidade realizaram a primeira reunião de alinhamento para estruturar o projeto, iniciativa que pretende reduzir custos operacionais das padarias associadas e ampliar o poder de negociação com fornecedores estratégicos.
A proposta surge após missão técnica realizada em Fortaleza (CE), onde dirigentes do sindicato conheceram o funcionamento da Central de Compras do setor de panificação cearense. A comitiva também visitou a indústria M. Dias Branco, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país, experiência que permitiu observar de perto a dinâmica da cadeia de suprimentos e os processos de negociação em larga escala.
O encontro em São Luís contou com a presença da presidente do SINDIPAN, Francina Rosa Freitas Andrade, além de diretores da entidade e representantes do Sistema FIEMA. A atividade integra um processo de acompanhamento conduzido por consultoria do projeto Inova Indústria, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com parceria institucional do SEBRAE-MA, com a execução do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que orienta a estruturação do novo modelo coletivo de aquisição de insumos.
De acordo com Pedro Robson Costa, 1º secretário da FIEMA, diretor do SINDIPAN e vice-presidente regional Nordeste da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), a central pretende organizar o processo de compra de itens essenciais para as padarias.
“A experiência observada no Ceará demonstrou que a união das empresas para aquisição de insumos estratégicos amplia a capacidade de negociação e reduz significativamente o custo final. Produtos como trigo, óleo, açúcar, margarinas, fermentos e embalagens podem ser adquiridos com valores mais competitivos quando existe volume consolidado. Esse modelo traz ganhos para todo o setor e fortalece as empresas associadas”, afirmou.
Inicialmente, as aquisições deverão ocorrer de forma individualizada, porém organizadas por categorias de produtos. A expectativa é que, com o amadurecimento da estrutura, a central passe a operar com estoque próprio e negociações diretas em maior escala.
A presidente do sindicato destacou que o projeto representa um avanço importante para o fortalecimento da panificação local.
“Estamos construindo uma iniciativa que busca dar mais competitividade às padarias de São Luís e do Maranhão. A central de compras permitirá previsibilidade no abastecimento, padronização de insumos prioritários e redução de despesas operacionais. Além disso, cria um ambiente de cooperação entre os empresários do segmento”, ressaltou Francina Rosa Freitas Andrade.
Entre os principais objetivos da central estão a diminuição do custo total de aquisição de matérias-primas e o aumento da segurança no fornecimento de produtos essenciais ao setor. A experiência observada em Fortaleza também evidenciou fatores considerados fundamentais para o funcionamento do modelo, como o comprometimento dos participantes com os ciclos de compra, definição clara de regras operacionais, atuação ativa da entidade coordenadora, relacionamento sólido com fornecedores e padronização de insumos estratégicos.
Outro resultado da missão foi a validação da viabilidade técnica e econômica do sistema de compras coletivas. A análise demonstrou que a consolidação da demanda gera ganhos de escala e amplia a capacidade de negociação com grandes empresas fornecedoras.
A expectativa do sindicato é avançar com a formalização da central após o processo eleitoral da entidade, previsto para a próxima semana. Em seguida, será iniciado o encaminhamento da documentação necessária para estruturar oficialmente o novo mecanismo de compras.
Quando implantada, a iniciativa deverá se tornar a primeira Central de Compras estruturada no âmbito da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, consolidando um novo modelo de cooperação empresarial voltado ao fortalecimento do setor de panificação no estado.