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Empresa 4wood apresenta na FIEMA projeto de produção de etanol de bambu


Data: 8 de abril de 2026
Crédito: Coordenadoria de Comunicação e Eventos
Fotos: Fabrício Cunha
Fonte da notícia: Coordenadoria de Comunicação e Eventos

SÃO LUÍS – A expectativa de aprovação, pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), do projeto de biorrefinaria de etanol de 2ª geração (E2G) da empresa 4Wood Biotech marca momento decisivo vivido pela ZPE Bacabeira. A proposta, baseada em tecnologia avançada e no aproveitamento de biomassa do bambu como matéria-prima renovável, é vista como um projeto capaz de alinhar inovação, sustentabilidade e vocação exportadora, pilares centrais do regime das ZPEs. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (07/04) na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) durante reunião do Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial (CODIN).  

 

O diretor de Engenharia da empresa administradora da ZPE Bacabeira, Willinton Burak, apresentou o status de implantação da zona de processamento e Luismar Porto, Chief Technology Officer da empresa 4wood Biotech, falou sobre o projeto da biorrefinaria de etanol. Luis Fernando Renner, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CODIN, destacou a ZPE Bacabeira como um projeto estratégico para o desenvolvimento industrial e econômico do Maranhão e falou da necessidade de qualificação de mão de obra maranhense para atuar em projetos industriais de alta complexidade tecnológica e de relevância internacional.

 

“A ZPE cumpre um papel central ao criar um ambiente capaz de atrair empreendimentos industriais robustos, inovadores e sustentáveis, alinhados às exigências do mercado internacional. Nesse contexto, o projeto da 4Wood é visto tanto pelo alto volume de investimentos previstos quanto pelo seu potencial de geração de empregos e de forte impacto positivo na economia estadual, especialmente no setor do agronegócio”, frisou Renner durante a reunião. Além de empresários do setor produtivo, presidentes de sindicatos associados à Federação e a prefeita de Bacabeira, Naila Gonçalo, estiveram presentes na reunião representantes da SEDEPE, AGED, SEINC, SAGRIMA, SAF, CAEMA, IMESC, EMAP, IFMA, SESI, SENAI, FTL, SEBRAE, EMBRAPA, Receita Federal, BNB, Banco da Amazônia, Vale, AVB, entre outras instituições.

 

ZONA EXPORTADORA - O avanço do projeto da empresa 4Wood Biotech ocorre em paralelo à consolidação institucional e regulatória da própria ZPE Bacabeira. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE Bacabeira) foi autorizada em 2024 e passou, desde então, a cumprir as etapas formais de implantação, que incluem a definição do modelo de governança, o licenciamento ambiental, a estruturação da empresa administradora e a preparação da infraestrutura básica e logística. Localizada em área estratégica, próxima ao Porto do Itaqui e a importantes corredores rodoviários e ferroviários, a ZPE Bacabeira nasce com o objetivo de inserir o Maranhão de forma mais competitiva nas cadeias globais de valor.


Willinton Burak, diretor de Engenharia da empresa administradora da ZPE Bacabeira, apresentou um panorama técnico e estratégico da iniciativa, destacando que a ZPE tem como missão atrair investimentos, integrar o Maranhão às cadeias produtivas globais e promover a verticalização de cadeias hoje exportadas como commodities. Ele ressaltou os incentivos fiscais e a segurança jurídica do empreendimento, com contratos de 20 anos e liberdade cambial, além da isenção de tributos sobre frete marítimo em operações dentro da ZPE. Ele enfatizou também a agilidade operacional obtida pela equipe local, que pré-analisa projetos, como o da empresa 4wood Biotech, antes de enviá‑los ao conselho federal, e anunciou avanços regulatórios e ambientais, como anuência do IPHAM e licença prévia válida por dez anos, que poderão acelerar o licenciamento de empresas interessadas em operar na ZPE Bacabeira.

 

“A ZPE Bacabeira vive um momento de consolidação, com oito projetos já em carteira, dos quais a maioria está ligada à área de energia limpa e combustíveis renováveis, além de um projeto no setor de alimentos. Seis desses projetos ainda estão sob sigilo. A ZPE Bacabeira contribuirá para consolidar o Maranhão como produtor relevante de combustíveis renováveis com projeção internacional. Daí a relevância de projetos como o da 4wood Biotech”, antecipou.

 

SUSTENTABILIDADE - A escolha da bioenergia como um dos projetos estruturantes dialoga diretamente com o perfil produtivo planejado para Bacabeira. A ZPE foi concebida para atrair setores intensivos em capital e tecnologia, como os segmentos de energias renováveis e biocombustíveis, siderurgia e metalurgia, derivados do petróleo, processamento de minerais não metálicos, papel e celulose, agroindústria alimentar e indústrias de alta tecnologia. Nesse conjunto, a produção de etanol de 2ª geração se destaca por agregar valor à biomassa, reduzir emissões e atender à crescente demanda internacional por combustíveis sustentáveis.

 

O CTO da 4wood Biotech, Luismar Porto, apresentou o projeto de instalar em Bacabeira a primeira biorrefinaria de bambu fora da Índia. Ele explicou que o processo gera etanol celulósico de 2ª geração e subprodutos de alto valor agregado como furfural, ácidos orgânicos e sílica recuperável. Ele disse ainda que o bambu tem alto potencial produtivo em terras degradadas, não compete com alimento, tem enorme capacidade de sequestro de carbono e há muitas oportunidades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), como por exemplo descoberta de enzimas, desenvolvimento de leveduras e aplicações farmacêuticas e biomateriais.

 

“Temos necessidade de formação de recursos humanos e parcerias locais, como IFMA, Embrapa, SENAI, universidades e estrutura pública, para garantir cadeia de suprimentos contínua, logística de concentração e exportação, além de integração com agricultura familiar e aquicultura. O projeto prevê investimento na casa de US$ 470 milhões e faturamento estimado de aproximadamente US$1 bilhão/ano, com geração de empregos especializados e impactos socioeconômicos locais, além de fomentar startups e pesquisa aplicada na região”, destacou Luismar Porto.

 

Milton Campelo, presidente do Sindicato das Indústrias de Cana, Açúcar e Álcool do Maranhão e Pará (SINDICANÁLCOOL), ligado à FIEMA, considerou estratégica a implantação de uma biorrefinaria de etanol de bambu no Maranhão, uma vez que o estado é o maior produtor de etanol do Norte e Nordeste. “Isso amplia sua liderança ao consolidar uma cadeia de biocombustíveis que complementa a produção de cana e milho e gera subprodutos para a química e alimentação animal. O modelo de biorrefinaria aumentará a diversidade industrial e as oportunidades econômicas, sobretudo se aproveitadas terras degradadas e a participação da agricultura familiar para acelerar a transição produtiva e contribuir para a descarbonização da indústria”, resumiu.

 

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