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Mostra de inovação tecnológica premia dois projetos de Imperatriz e um de São Luís


Data: 6 de dezembro de 2011
Crédito: ASCOM

SÃO LUÍS - Um projeto de São Luís e dois de Imperatriz foram os premiados na etapa estadual da Mostra Inova Senai. Os três projetos – “Queijo frescal com polpa de juçara”, “Uso de gerador para gerenciamento de demanda de energia elétrica” e “Cerâmica de plástico” – poderão concorrer na etapa nacional da mostra, que acontecerá em São Paulo, no ano que vem. 

Segundo a coordenadora do evento, Sherezade Bastos, o objetivo foi atingido. “A principal meta era fomentar o desenvolvimento do espírito empreendedor e inovador em alunos e professores do Senai. Vimos projetos de muita qualidade e que deram trabalho para os julgadores na hora de avalia-los”, disse.

O público que compareceu ao evento – foram mais de mil visitantes em dois dias – confirmou a qualidade dos projetos. “Eu queria levar o queijo com juçara para casa, mas não havia venda. Somente degustação. Eu compraria este queijo se o encontrasse no supermercado”, comentou o estudante Ismael do Rosário.

Já Taísa Souza, que também é estudante, gostou das bolsas feitas de banners. “Acho que tem um charme interessante. Além disso, é reciclagem. Gosto da ideia”, observou. 

A mostra competitiva foi dividida em três categorias: Serviço Inovador Senai, Processo Inovador e Produto Inovador. A primeira categoria foi vencida pelo projeto “Uso de gerador para gerenciamento de demanda de energia elétrica”, desenvolvido em Imperatriz.  Outro projeto de Imperatriz, “Cerâmica de plástico”, levou o primeiro prêmio na categoria Produto Inovador.

Já a categoria Processo Inovador, teve como vencedor o projeto “Queijo frescal com polpa de juçara”, desenvolvido por um dupla de professores do Senai de São Luís.

“Foram quatro meses de trabalho para desenvolver este processo. A ideia era oferecer ao mercado maranhense um queijo diferenciado e que tivesse características locais. Juntamos o salgado do queijo frescal com o doce da polpa de juçara. Agora vamos continuar a desenvolver o produto para chegarmos bem na etapa nacional”, comentou Leodoro Sales, um dos idealizadores do projeto.

Contudo, estes não foram os únicos premiados. Seis alunos que participaram de dois projetos – “Gás de cozinha produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar” e “Adubo orgânico feito do que sobra da juçara” – foram contemplados com bolsas de estudo do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Projetos

Ao todo, na Mostra Inova Senai  foram apresentados 15 projetos desenvolvidos por alunos e professores das unidades do Senai de Bacabal, São Luís e Imperatriz. São projetos originais, inovadores e empreendedores nas áreas de Alimentos, Eletromecânica, Eletroeletrônica e Vestuário.

As ideias atraíram indústrias maranhenses e de fora do estado, cujos representantes já firmaram parcerias com alunos e docentes expositores, com o intuito de associar seus produtos às inovações e viabilizar sua comercialização.

É o caso do projeto de três alunos da unidade Senai Imperatriz. De olho nas necessidades do setor produtivo, eles resolveram utilizar o bagaço da cana-de-açúcar, que era desperdiçado pelas indústrias de álcool e açúcar do sudeste do Maranhão, e transformá-lo em biogás. O projeto tem apelo social, pois o produto é distribuído a famílias carentes da região, que o utilizam como gás de cozinha.

“O bagaço era todo jogado fora e agora, depois de transformado, beneficia 100 famílias de baixa renda da região”, conta o aluno de eletromecânica do Senai Imperatriz, Emmerson Lima, que foi um dos contemplados com bolsas do IEL.

O projeto chamou a atenção da indústria de bioenergia Maity, sucroalcooleira instalada em Campestre do Maranhão, que hoje, fornece o insumo para o gás e ainda apoia o processo criado pelos alunos.

Caso semelhante aconteceu com o instrutor do Senai, José Pimentel Neto, também é de Imperatriz e venceu a categoria Produto Inovador. Sua inovação consiste em transformar lixo plástico, especificamente, garrafas pet e pvc, em uma alternativa ecologicamente correta para revestimento de pisos e paredes. O produto é muito parecido com a cerâmica, mas possui o diferencial de ser 100% produzido a partir de material reciclado, além de ser inédito no mercado.

Propondo uma venda associada, a empresa Artcola, do Rio Grande do Sul, propôs uma parceria: a utilização de uma cola também ecologicamente correta criada pela empresa para grudar o protótipo de cerâmica criado pelo instrutor do Senai. A parceria deu certo, pois a cola, que substitui a argamassa, adere com perfeição ao produto maranhense.

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