São Luís - A convite dos conselhos temáticos de Infraestrutura e Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), João Reis Moreira Lima, apresentou o programa de investimentos da estatal para os próximos anos para os empresários da indústria maranhense.
Ele afirmou que o programa prevê investimentos de R$ 267,3 milhões em infraestrutura de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto. Participaram da reunião empresários, representantes de sindicatos da indústria e de entidades empresariais convidadas.
“É uma oportunidade de vermos o que está sendo feito em termos de saneamento básico e infraestrutura de distribuição de água, dois campos que são particularmente sensíveis para a indústria”, comentou o Francisco Sales Alencar, presidente em exercício da Fiema.
De acordo com o plano de investimentos mostrado na reunião serão investidos cerca de R$ 161,7 milhões de reais pra aumentar a capacidade de distribuição de água dos atuais 10,2 mil metros cúbicos por hora para 14,7 mil metros cúbicos por hora, outros R$ 94,1 milhões para coletar e tratar o esgoto de 344 mil pessoas que vivem em 90,5 mil residências, o que corresponde a 30% da capital, e mais R$ 11,3 milhões na preparação de novos projetos.
“Com estes recursos, vamos conseguir dar solução para o tratamento de esgoto dos sistemas São Francisco, Vinhais e Anil, o que corresponde a 30% da cidade, além de aumentar o atendimento, aumentando a cobertura da distribuição de água dos atuais 86% para 95% e reduzir as paradas no sistema”, afirmou o presidente da Caema.
Os empresários presentes elogiaram a iniciativa da Fiema de discutir os principais problemas ligados ao desenvolvimento da capital. “A apresentação foi boa, podemos ver o que está planejado e ver que a atual diretoria está empenhada em resolver os problemas ligados ao abastecimento de água e ao esgotamento sanitário”, afirmou o presidente do conselho temático de Infraestrutura da Fiema, Zeca Belo.
Para o presidente do conselho temático de Meio Ambiente da Fiema, Benedito Mendes, a participação do presidente da Caema foi boa, mas é preciso uma discussão mais ampla. “Precisamos ir além dos projetos apresentados, não podemos mais adiar a questão do saneamento básico, da qualidade da água e sua procedência, do planejamento em respeito ao ordenamento socioambiental urbano, rural e industrial, por exemplo. Muitas perguntas ainda precisam de respostas”, comentou Mendes.
Investimentos
O maior investimento planejado pela Caema será no sistema Italuís, que hoje abastece cerca de 60% da cidade. A previsão é de aplicar R$ 106,8 milhões do tesouro estadual e dos recursos do PAC I.
Os recursos custearão a construção de uma nova adutora com 18,7 quilômetros de extensão com tubos de 1.400 milímetros e na transposição do Estreito dos Mosquitos, aumentando a capacidade de vazão do principal sistema de abastecimento de água da cidade subirá dos atuais 5.760 metros cúbicos por hora para 7.560 metros cúbicos por hora. “Esperamos começar a obra dentro de 20ou 30 dias”, disse Moreira Lima
Em infraestrutura para distribuição de água o plano da Caema ainda prevê a aplicação de R$ 54,9 milhões para a perfuração de cinco novos poços, manutenção e recuperação de 11 outros poços, construção de dois reservatórios, duas estações elevatórias e três subestações de energia para abastecer os sistemas Sacavém e Paciência, além da instalação de 120 mil hidrômetros.
Quanto ao esgotamento sanitário, os investimentos previstos, que somam R$ 94,1 milhões, visam a construção de 30,1 quilômetros de rede coletora, 24,7 quilômetros interceptoras, 5,8 quilômetros de linhas de recalque, 11 estações elevatórias, um emissário de 111 metros de comprimento e mais duas estações de tratamento – uma no Vinhais e outra no Anil.
O presidente da Caema ainda disse que a estatal planeja fazer duas licitações ainda este ano para contratar a execução de projetos de dois novos sistemas de esgotamento sanitário – Olho D´água/Turu e Geniparanã - e do futuro sistema de abastecimento de água da grande São Luís e Bacabeira para os próximos 30 anos. “Já temos os recursos para realizar estas licitações e estamos preparando o processo”, assegurou Moreira Lima.
Projetos da Caema
A estatal apresentou o plano de investimentos orçado em R$267,3 milhões
Água
Investimento
R$ 161,78 milhões
O que será feito?
Construção de 18,7 quilômtros de tubulações do sistema Italuís, Perfuração de cinco novos poços, manutenção e recuperação de 11 outros poços, construção de dois reservatórios, duas estações elevatórias e três subestações de energia para abastecer os sistemas Sacavém e Paciência, além da instalação de 120 mil hidrômetros
Esgoto
Investimento
R$ 94,1 milhões,
O que será feito?
Construção de 30,1 quilômetros de rede coletora, 24,7 quilômetros interceptoras, 5,8 quilômetros de linhas de recalque, 11 estações elevatórias, um emissário de 111 metros de comprimento, duas estações de tratamento
Projetos
Investimento
R$ 11,3 milhões
O que será feito?
Projetos para dois novos sistemas de esgotamento sanitário – Olho D´Água/Turu e Geniparanã - e do sistema de distribuição de água para a grande São Luís e Bacabeira, no horizonte de 30 anos
FONTE: CAEMA