São Luís - Os empresários da Indústria da Construção Civil estão confiantes na retomada do segmento nos próximos seis meses. O dado está na Sondagem da Construção Civil de maio, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
Segundo a pesquisa, os quatro indicadores usados para medir a expectativa futura do empresariado da Construção Civil – nível de atividade, aquisição de matérias primas, surgimento de novos empreendimentos e contratação de empregados – cresceram em relação à avaliação registrada em abril, quanto à percepção dos cenários futuros pelo empresário maranhense deste segmento.
Assim, o indicador sobre o nível de atividade futuro chegou aos 62,6 pontos, enquanto os indicadores que mostram a expectativa em relação ao surgimento de novos empreendimentos e à aquisição de matérias-primas, chegaram aos 63,1 pontos e 63,3 pontos, respectivamente, apontando um crescimento de quase dois pontos nos dois casos em relação ao ano anterior.
No entanto, a maior alta foi no indicador relacionado a expectativa de contratação de novos empregados. Este aspecto apresentou crescimento de 2,4 pontos em relação ao mês anterior e chegou aos 59,1 pontos, no entanto, este foi o único indicador usado para medira a expectativa do industrial da Construção Civil que ficou abaixo dos 60 pontos.
Atividade
Apesar do otimismo em relação aos próximos seis meses, o nível de atividade do segmento em maio, medido pela Sondagem da Construção Civil, apresentou um resultado abaixo dos 50 pontos, ficando em 48,7 pontos, o que indica que houve queda na atividade.
No entanto, este indicador mostra uma retomada tímida da atividade, uma vez que este indicador vem subindo nos últimos dois meses e já apresenta alta de um ponto entre março e maio e já é o segundo melhor resultado do ano – o melhor foi registrado em fevereiro, com 49,4 pontos.
Em relação ao resultado Brasil (48,9) e Nordeste (48,4), a pesquisa da Fiema mostra que o segmento da Construção Civil maranhense apenas seguiu a tendência nacional e regional.
Quando se analisa os indicadores por porte, as empresas de pequeno porte mostram melhora bastante significativa ao subir 11,3 pontos em relação a abril, chegando aos 47,7 pontos. No entanto as empresas de grande e médio porte registraram queda de 1,2 pontos e anotaram 48,8 pontos.
Em relação a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) do segmento, o indicador apresentou uma queda de 1 ponto percentual e ficou em 72%, ainda longe do melhor resultado ano, registrado em janeiro, mas bem melhor do que o pior resultado registrado, de 69%, em março. A UCO verificada no Brasil foi de 71%, e no Nordeste de 69%, um dos piores resultados do ano.
Sondagem da Construção Civil
A pesquisa é feita todos os meses pela Fiema, ao entrevistar empresários do segmento
Nível de atividade
Maranhão 48,7 pontos
Nordeste 48,4 pontos
Brasil 48,9 pontos
Utilização da Capacidade Operacional
Maranhão 72%
Nordeste 69%
Brasil 71%
Expectativa para os próximos seis meses
Nível de atividade 62,6 pontos
Compras de insumos e matérias-primas 63,6 pontos
Novos Empreendimentos e Serviços 63,1 pontos
Número de Empregados 59,1 pontos
FONTE: FIEMA