São Luís - Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3) pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) mostra que a confiança do empresário do setor industrial cresceu 1,7 pontos sobre o mês anterior, atingindo 63,4 pontos, o que caracterizou recuperação frente a julho. Com o avanço, o otimismo dos industriais foi maior, 0,6 ponto, se comparado a agosto do ano passado.
As informações são do Índice de Confiança do Empresário Industrial do Maranhão (Icei-MA), cujos valores variam de 0 a 100 pontos. A pesquisa sondou a confiança dos empresários da construção civil, indústrias extrativas e de transformação no período de 1º a 13 de agosto.
A evolução dos índices que medem o grau de confiança dos industriários também foi observada no Brasil, cujo indicador foi de 54,5 pontos. Porém, estacionou no Nordeste, onde a medição marcou 57,7 pontos. Indicador acima dos 50 pontos indicam condições melhores e/ou boas expectativas.
O mérito da recuperação no Maranhão é da indústria de extração e transformação, que permanece, há quatro meses, apontando melhorias nas condições da economia brasileira e das empresas.
Por sua vez, o segmento da construção civil local apontou piora no ambiente em que atua, refletindo ainda um otimismo comedido quanto às melhorias nas condições do estado. O índice relacionado à expectativa foi de 55,7 pontos, o mais baixo registrado na pesquisa e bem próximo dos 50 pontos, que indicaria permanência da situação.
Ainda pela avaliação das empresas da construção civil, observou-se depreciação das condições atuais no setor na passagem de julho para agosto. O índice de 46,8 pontos indicou piora, com forte influência da mais baixa avaliação que o setor fez, desde janeiro de 2010, das condições do estado, ao registrar 41,6 pontos.
Já nas indústrias de extração e transformação o cenário é diferente. Os 56,7 pontos registrados das condições atuais (em agosto, comparado com os últimos seis meses) indicam melhorias, colaborando com a evolução das condições das empresas, que registraram 57,5 pontos.
As expectativas refletem as situações vividas pelos setores: o segmento de extração e transformação mais otimista, com os 74,3 pontos, e o da construção civil mais comedido, com os 64,3 pontos.