São Luís - Assim como em maio e junho, as indústrias de extração e transformação do Maranhão voltaram a registrar utilização da capacidade instalada abaixo do usual (44,6 pontos) para o mês. Esse comportamento também vem ocorrendo no setor em nível Brasil (43,4 pontos) e Nordeste (47,5 pontos). A consequência foi uma queda na produção industrial do estado em julho, cujo índice foi de 46,7 pontos, marcando um recuo de 9,0 pontos frente a junho.
A informação é da Sondagem Industrial do Maranhão gerada pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), a partir da pesquisa realizada com indústrias maranhenses entre 1º e 13 de agosto. Foram sondadas indústrias dos setores de alimentos, bebidas, têxteis, vestuário, couros, química, limpeza e perfumaria, borracha, minerais não-metálicos, produtos de metal, outros equipamentos de transporte, móveis e indústrias diversas.
De acordo com a pesquisa, houve influência exclusiva das indústrias de grande porte, onde se concentrou um contingente maior de empresas acusando queda (45,0 pontos) na produção.
Em todos os portes da indústria maranhense houve aumento (57,4 pontos) dos estoques de produtos finais em julho quando comparado a junho, situando-se acima do planejado. Mesmo com recuo na produção, os postos de trabalho foram mantidos conforme indicador de 50 pontos (indicador de estabilidade).
Em relação à demanda esperada para os próximos seis meses, registrou-se maior otimismo (67,5 pontos) no Maranhão, superando as expectativas do industrial do Brasil (58,5 pontos) e do Nordeste (61,6 pontos). Expectativas quase similares quanto ao volume da compra de matéria-prima no Maranhão (61,1 pontos) e no Nordeste (58,2 pontos). Índices acima dos 50 pontos projetam aumento.
A Sondagem Industrial do Maranhão é gerada mensalmente a partir da pesquisa Sondagem Industrial da CNI – Confederação Nacional da Indústria, coordenada pela sua Unidade de Política Econômica.