São Luís - A Sondagem da Indústria da Construção Civil elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) apontou que a recuperação da atividade do setor, verificada em junho no Maranhão, não se sustentou em julho. Os números ficaram em 48,9 pontos e seguem a tendência nacional e da região Nordeste, cujos índices também estão abaixo da linha dos 50 pontos, o que indica queda. Os dados foram colhidos no período de 1º a 13 de agosto.
Segundo a pesquisa da Fiema, as médias e grandes empresas influenciaram no índice do Estado, registrando queda e o mais baixo nível de atividade, em relação ao usual para o mês (39,6 pontos), desde o início da pesquisa, em janeiro de 2010.
Os indicadores no país e na região Nordeste estão em queda há três meses consecutivos o que já sinaliza queda na produção, 48,3 e 47,9 pontos, respectivamente, em julho.
No Maranhão a Sondagem mostrou ainda que houve contratação de pessoal nas empresas de pequeno porte da construção civil (58,3 pontos), enquanto que nas grandes, houve dispensa (43,6 pontos).
Apesar das expectativas quanto a construção de novos empreendimentos nos próximos seis meses, o índice que avalia esse quesito também caiu em agosto (mês da aplicação da pesquisa), ficando em 58,3 pontos, 4,7 pontos a menos em relação à medição de julho. Essa foi a menor das médias desta variável computadas no ano de 2010 (70,12 pontos) e no ano de 2011 (63,06 pontos).
A Sondagem da Construção Civil do Maranhão é elaborada mensalmente pela Fiema por meio do Núcleo de Pesquisas Econômicas, em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que também aplica a mesma pesquisa em outros 26 estados da federação. Os indicadores variam no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam situação melhor ou empresários confiantes.
Participaram da pesquisa empresas construtoras de edifícios, empresas de serviços e de obras de infraestrutura.