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Investimento em logística tem retorno em quatro anos, diz pesquisa


Data: 13 de dezembro de 2012
Crédito: Ascom/Fiema

São Luís - Para tornar os nove estados da região Nordeste mais competitivos, a iniciativa privada e o estado nos seus três níveis, precisam aplicar R$ 25,9 bilhões na execução de 83 projetos essenciais. A conclusão está no relatório Nordeste Competitivo, um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelas nove federações das indústrias da região e apresentado ontem na Federação das Industrias do Estado do  Maranhão.

O estudo ainda revelou que se estes investimentos forem aplicados, a economia feita para circular o mesmo volume de produtos em 2010 será de R$ 5,9 bilhões, o que garante um retorno dos investimentos em apenas quatro anos.

Segundo o consultor Olivier Gerard, que coordenou o estudo, afirmou que foram levantados dados sobre 18 cadeias produtivas no Nordeste, que geram 75 produtos e usam cerca de 12,5 mil fluxos logísticos específicos, que resultaram na identificação de 56 eixos logísticos no Nordeste. “O custo da movimentação destas cargas foi calculado em R$ 30,2 bilhões por ano, o que representa 6% do Produto Interno bruto (PIB) local”, comentou o consultor.

De acordo com o documento, as ferrovias e os portos são os que mais precisam de investimentos. Juntas, as duas malhas vão demandar 90% dos R$ 25,8 bilhões necessários para evitar um colapso do sistema logístico nordestino até 2020. Os outros 9% devem ser investidos nas rodovias, enquanto 1% devem ser destinados às hidrovias.

Segundo o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves, parte dos investimentos listados no estudo já estão em andamento e que há a necessidade de intensificar as parcerias público-privadas.

“A iniciativa privada e o poder público tem que andar juntos. O tempo em que o poder público conseguia resolver sozinho já passou. Hoje a maior parte dos projetos que precisam ser implementados são privados e o que os empresários precisam que as regras sejam definidas para que o empresário tenha clareza da regulamentação que regerá o mercado e do retorno que poderá obter”, disse Baldez, na abertura do evento.    

O vice-governador Washington Luiz Oliviera, que esteve presente no evento, afirmou que a Fiema tem feito esforços para discutir projetos de desenvolvimento para o Maranhão. “Várias outras ações que a Fiema tem feito colocaram em pauta o desenvolvimento do estado. Vamos levar esta discussão para dentro do governo. Acreditamos que juntos podemos trazer o desenvolvimento sustentável e o enfrentamento da pobreza no nosso estado”, afirmou Washington  

Maranhão

A apresentação de ontem trouxe informações sobre a necessidade de ampliação da capacidade de movimentação de cargas por ferrovias e portos no estado. Segundo o relatório, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) opera acima da sua capacidade de movimentação, onde há trechos que a capacidade é para suportar o tráfego de 279 mil toneladas por dia e hoje opera com uma média de 311 mil toneladas diárias.

No caso dos portos, apenas o Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Recife utilizam mais do que suas capacidades permitem. Em 2020, no entanto, seis portos vão operar acima da capacidade e outros dois estarão com potenciais gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e o Porto de Natal.

Das rodovias que cruzam a região, três já apresentam gargalos atualmente. A utilização delas pelos carros e caminhões de carga ultrapassa em até 65% a capacidade de peso que suportam em um determinado período, o que reduz a velocidade dos veículos e gera congestionamentos. Uma simulação do crescimento da produção até 2020 mostra que, se nenhum investimento for feito nos próximos oito anos, nove rodovias estarão sendo utilizadas acima do que suas capacidades permitem. Desses nove gargalos, dois estarão em estado crítico, ultrapassando em até 151% a capacidade permitida.

O relatório ainda trás dados da região Nordeste como um todo e mostra que as indústrias em operação nos nove estados nordestinos produzem o equivalente a R$ 29,2 bilhões por ano, sendo que 81% desta produção estão concentrados no setor de bebidas, de papel e celulose, de açúcar, de álcool, de combustíveis, de biscoitos e bolachas, de autopeças, de farinha de trigo e de petroquímicos.

As principais cadeias agropecuárias do Nordeste são a de cana de açúcar, de bovinos, de fruticultura, de mandioca, de soja e de milho. Juntos, os seis produtos respondem por 93% de toda a produção agropecuária.  A produção extrativista mineral e florestal da região é muito concentrada em petróleo e gás natural, madeira, calcário, sal e potássio. Esses produtos respondem por 92% do que é extraído na região.

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