São Luís - A convite da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e da Associação Comercial do Maranhão (ACM), o chefe da Casa Civil e secretário interino de Infraestrutura, Luiz Fernando Filho, detalhou o programa “Viva Maranhão” que prevê o investimento de recursos da ordem de R$ 3,8 bilhões, oriundos do financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao governo estadual.
Luiz Fernando foi recebido pelo presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves, e pela presidente da ACM, Luzia Helena Rezende, que representavam dezenas de empresários dos setores industrial e comercial que participaram da ação.
Na ocasião, a Fiema, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e governo estadual também assinaram um termo de cooperação técnica para desenvolver projetos de agroindústria no estado.
Segundo o presidente da Fiema, a palestra do chefe da Casa Civil foi esclarecedora porque, para o empresariado, é muito importante conhecer os investimentos públicos planejados para o estado. “É uma grande oportunidade ouvir o que o governo estadual planejou em termos de infraestrutura, até para os empresários perceberem como podem participar e continuar investindo no Maranhão”, afirmou Baldez.
No seu discurso, o presidente da Fiema ainda defendeu as parcerias público-privadas para garantir o desenvolvimento do estado. “O poder público já não consegue mais resolver sozinho e a parceria com a iniciativa privada é uma saída para o Maranhão continuar se desenvolvendo”, comentou.
Apresentação
De acordo com a explanação feita pelo chefe da Casa Civil, o governo estadual investirá os recursos em 10 componentes – gestão territorial; serviços de tecnologia a informação e comunicação; gestão pública, educação; saúde e saneamento; segurança pública e sistema penitenciário; integração rodoviária; desenvolvimento social, inclusão produtiva e superação da pobreza; mobilidade urbana e desenvolvimento econômico, emprego e renda – que juntos somam 72 projetos.
Os maiores investimentos serão feitos nas áreas de saúde e saneamento, educação e integração rodoviária, cujos 41 projetos juntos somam R$ 2,02 bilhões em investimentos.
“Hoje há 68 projetos da iniciativa privada que juntos somam R$ 122,5 bilhões, mas precisamos preparar o estado para dar suporte a estes projetos e dar mais velocidade ao ritmo de redução da pobreza que hoje está em 3% ao ano. Segundo o BNDES e o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) com o Programa “Viva Maranhão”, teremos menos de 10% da população em situação e extrema pobreza, em 2015”, afirmou Luiz Fernando.
Atualmente, a primeira parcela do financiamento obtido pelo governo estadual junto ao BNDES, cerca de R$ 1,1 bilhão, já foi liberado e para executar os projetos planejados está sendo contratada uma unidade executora.
No entanto, o chefe da Casa Civil ressaltou que já há algumas obras em andamento. “Outros projetos deverão ser detalhados em breve, como é o caso do Anel Viário Metropolitano de São Luís”, disse o chefe da Casa Civil.
Cooperação
Ainda na manhã desta quinta-feira (21), a Fiema, por meio do Senai, firmou um termo de cooperação técnica com a Casa Civil, Secretária de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) para identificar, elaborar, desenvolver, implantar e dar suporte técnico a projetos de agroindústria no estado.
Para o diretor regional do Senai, Marco Antônio Moura, com esta parceria com o governo estadual, o Sistema Fiema está cumprindo o seu papel. “Uma das missões do Sistema é desenvolver e dar suporte à indústria maranhense e estamos fazendo isso ao dar suporte a este projeto do estado para desenvolvimento a agroindústria”, afirmou.
Para o secretário de estado de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar, Fernando Fialho, a assinatura do termo de cooperação técnica é uma aliança importante. “A Fiema e o Senai serão grandes aliados neste processo porque trará técnicos capacitados para identificar, desenvolver e acompanhar os oito principais aglomerados produtivos locais que já identificamos. Agora os técnicos do governo estadual, da Fiema e do Senai vão sentar e traçar planos de trabalho”, comentou o secretário.