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Na Fiema, presidente do ICMBio, garante que Resex Tauá Mirim será rediscutida


Data: 16 de abril de 2013
Crédito: Ascom/Fiema

São Luís - “Não haverá decreto. Ninguém será surpreendido.” Com estas palavras o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin, garantiu durante reunião, nesta segunda-feira (15), com industriais e empresários na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), que a proposta da criação da reserva extrativista (Resex) de Tauá Mirim, que está tramitando junto ao governo federal, será rediscutida para se encontrar um modelo mais adequado para o projeto.

A proposta da criação da Resex dentro da ilha surgiu ainda na década passada e engloba terrenos que correspondem ao Distrito Industrial de São Luís e a retroárea do Porto do Itaqui e se fosse levada adiante do jeito que foi proposta, inviabilizaria qualquer projeto industrial na região, afetaria a expansão de projetos industriais já instalados e do Complexo Portuário de São Luís (que inclui além do Itaqui, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira e o Porto da Alumar).

“Vamos rediscutir e avaliar qual a maneira mais adequada. Não podemos criar problema para o desenvolvimento industrial e queremos trabalhar com diálogo com todos”, afirmou  Vizentin, na reunião, que foi uma ação do Conselho Temático de Meio Ambiente da Fiema (CTMA/Fiema).

Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves, o momento é propício para se rediscutir a questão uma vez que há convergência na atuação do governo federal estadual, municipal, empresários e população.

“O Porto do Itaqui está no Maranhão, mas ele servirá para o Brasil, como ponta de um complexo logístico que inclui ferrovias e rodovias. O Porto vai atender um novo Brasil. Ninguém é contra a criação da Resex porque sabemos para o que ela serve, mas precisamos discutir em prol do interesse comum. O momento é este porque a União, o estado, o município, as entidades e todos os que serão afetados pelo projeto estão interessados em dialogar”, ponderou Baldez.

Também estiveram presentes na reunião, o presidente do CTMA/Fiema, Benedito Bezerra Mendes; o diretor presidente da Alumar, Nilson Ferraz; a gerente de relações com comunidade da Vale, Elis Ramos;  o superintendente da Fiema, Albertino Leal; técnicos do ICMBio, representantes das empresas mineradoras e industriais que atuam na região e da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).   

Novas reuniões entre o ICMBio, empresários da indústria, representantes do governo estadual e municipal ainda deverão ser marcadas para discutir a melhor maneira de levar adiante o projeto. A população diretamente afetada será envolvida no processo de rediscussão depois que novos modelos de preservação ambiental sejam acordados.

“Daremos um tempo para isso e voltaremos a comunidade com novos modelos. É perfeitamente possível se chegar ao entendimento, mas precisamos avaliar a melhor forma de fazer. Pode ser que o modelo seja o de Área de Preservação Ambiental (APA) ou reserva de desenvolvimento sustentável. Temos exemplos de soluções viáveis no Brasil”, observou Vizentin.

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