São Luís - Uma das principais metas do “Movimento Integra Brasil - Fórum Nordeste no Brasil e no Mundo" é elevar o Produto Interno Bruto (PIB) per capto do Nordeste para um valor equivalente a 70% do PIB per capto nacional até 2025, apresentado para os industriais maranhenses na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
Segundo estudos feitos pelos técnicos que apresentaram os resultados de levantamentos prévios sobre a economia nordestina, o PIB per capto do Nordeste é equivalente a R$ 9.561,41, o que equivale a 48,3% do PIB per capto nacional, que é de R$ 19.764,75.
“Temos cerca de 20 anos para fazer com que a meta seja atingida e tire o Nordeste desta situação de pobreza. O “Movimento Integra Brasil” propõe um plano estratégico de integração política para reverter o quadro atual e reduzir o desequilibrio regional”, afirmou a presidente do Centro das Indústrias do Ceará (CIC), Nicolle Barbosa, que esta liderando a articulação do projeto.
O presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves, conheceu a proposta do “Movimento Integra Brasil - Fórum Nordeste no Brasil e no Mundo" em Fortaleza, disse que a proposta da iniciativa está alinhada com a orientação estratégica do Sistema Fiema.
“Nós, empresários da indústria, não podemos e nem devemos trabalhar sozinhos. Precisamos integrar todos os esforços. Estamos experimentando um momento impar de trabalho em conjunto com outros setores produtivos e com o governo nos seus três níveis.”, afirmou Baldez.
“Temos bons exemplos aqui no Maranhão como os projetos Norte Competitivo e Nordeste Competitivo, quando as federações dos estados destas regiões atuaram em bloco. Os estudos desenvolvidos nestas duas inciativas já estão norteando projetos dos governos federal e estaduais nas duas regiões”, completou o presidente da Fiema.
Estudo
De acordo com o estudo feito pelo “Movimento Integra Brasil - Fórum Nordeste no Brasil e no Mundo" e que serviu de base para a articulação da iniciativa, o Nordeste é a região que financia a região Sudeste pela compra de produtos industrializados.
“Somos um mercado consumidor cativo do Sudeste e por isso financiamos a região. De acordo com os nossos estudos compramos cerca de R$ 22 bilhões dos R$ 34 bilhões em mercadorias que as empresas instaladas nesta região vendem no país, o que corresponde a 65% das vendas feitas por estas empresas. Precisamos nos comportar como clientes de peso que somos”, observou Nicolle.
Estes números mostram que os nove estados nordestinos enviam por ano 6% do seu PIB, hoje estimado em R$ 507,5 bilhões, para custear a indústria do Sudeste. “Isso é cinco vezes o saldo do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNE) disponível anualmente para financiar empreendimentos na região”, explicou o consultor Cláudio Ferreira Lima.
Ele também explanou sobre a necessidade de unificar as forças políticas nordestinas para fazer frente a esta realidade. “o Nordeste hoje está muito fragmentado e precisa reaglutinar suas forças para enfrentar as discussões da agenda política que tem reflexo sobre a nossa economia. Estas discussões estão acontecendo, principalmente, no Congresso Nacional”, comentou Lima.
O estudo ainda será apresentado aos industriais do Piauí e de Sergipe, antes de ter uma nova rodada pelos nove estados do Nordeste, porém desta vez a apresentação será feita aos governadores e parlamentares. “Queremos aproximar o poder público com a iniciativa privada. Somente juntos poderemos alcançar os resultados que desejamos alcançar. A Fiema está alinhada com o Movimento Integra Brasil”, finalizou Baldez.